Soledad Núñez critica Samaniego e Pérez e defende redução de funcionários municipais em Assunção

A pré-candidata à Prefeitura de Assunção pela Aliança Unidos por Assunção, Soledad Núñez, classificou os candidatos colorados Arnaldo Samaniego e Camilo Pérez como representantes do continuísmo da gestão de Óscar Rodríguez. Em entrevista à ABC TV, ela defendeu a redução do quadro de funcionários municipais e denunciou o uso político da administração municipal.

A pré-candidata à Intendência de Assunção pela Aliança Unidos por Assunção, Soledad Núñez, criticou duramente os aspirantes colorados Arnaldo Samaniego e Camilo Pérez, em entrevista ao programa Mesa con EVP, da ABC TV, nesta quinta-feira (14 de maio de 2026). Segundo ela, ambos representam o continuísmo da gestão do atual intendente Óscar Rodríguez, que levou a municipalidade a uma profunda crise administrativa e financeira.

“Ambos necessitam alimentar a máquina do partido dentro de Assunção. A Municipalidade hoje é funcional a essa estrutura”, afirmou Núñez, conforme reportou o ABC Color.

Um dos pontos centrais de suas declarações foi a proposta de reduzir o número de funcionários municipais. Núñez considerou o modelo atual “insustentável”, devido ao alto nível de burocracia e ao uso político de cargos na comuna. Ela destacou que Assunção conta atualmente com 19,5 funcionários por cada mil habitantes, número que considerou excessivo para os serviços prestados.

“Não se pode continuar sustentando um modelo ineficiente e burocrático que dá as costas para a população”, declarou. A pré-candidata também afirmou que existem contratações ligadas a operadores políticos e que muitos funcionários recebem salários sem cumprir funções reais. “Quem recebe dinheiro e não vai trabalhar rouba o contribuinte”, disparou.

Núñez também se referiu à intervenção na Municipalidade, afirmando que as irregularidades detectadas até agora seriam apenas uma parte dos problemas existentes. Ela apontou uma “cultura de obscurantismo e secretismo” dentro da comuna e questionou que até mesmo a Junta Municipal tenha dificuldades para acessar informações do Executivo. “O que o interventor encontrou é apenas a ponta do iceberg”, advertiu.

A ex-ministra insistiu que a oposição representa a única alternativa real de transformação para a capital e buscou estabelecer um contraste direto entre “os mesmos de sempre” e uma nova forma de administrar a cidade. “Aqui precisamos de uma mudança real na Municipalidade e não vamos consegui-la com aqueles que fazem parte do mesmo sistema”, concluiu.