A Solenidade da Ascensão do Senhor, celebrada neste domingo, 17 de maio de 2026, convida os cristãos a meditar sobre o mandato missionário deixado por Jesus antes de subir ao céu. O Evangelho de Mateus (28,16-20) narra que os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte indicado por Jesus. Ao vê-lo, adoraram-no, embora alguns ainda duvidassem. Aproximando-se, Jesus declarou: “Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo o que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”.
A reflexão litúrgica destaca que a Ascensão não é um afastamento, mas a entrada da humanidade de Jesus na glória divina. “Jesus levou nossa humanidade ao céu. Essa humanidade, que ele assumiu na terra, não ficou aqui, subiu a Deus e estará lá para sempre”, recorda a meditação. O Papa Francisco, citado na homilia, sublinhou que “a Ascensão nos recorda esta assistência de Jesus e de seu Espírito, que dá confiança, dá segurança ao nosso testemunho cristão no mundo. A Igreja existe para anunciar o Evangelho. Só para isso!”.
O mandato missionário, segundo a reflexão, não se dirige apenas aos primeiros discípulos, mas a todos os batizados. São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei, é evocado com suas palavras: “A nós, cristãos, corresponde anunciar nestes dias, a esse mundo do qual somos e no qual vivemos, a mensagem antiga e nova do Evangelho”. Ele insistia que a maioria dos cristãos deve “levar Cristo a todos os âmbitos onde se desenvolvem as tarefas humanas: à fábrica, ao laboratório, ao trabalho da terra, à oficina do artesão, às ruas das grandes cidades e aos caminhos da montanha”.
A atitude de adoração diante do Ressuscitado é apresentada como fonte de força para a evangelização. São Tomás de Aquino é citado: “O que os homens admiram muito, depois divulgam, porque da abundância do coração fala a boca”. Se os fiéis souberem adorar o Senhor com devoção e gratidão, seu testemunho será mais autêntico e eficaz, brotando de um coração cheio de Deus, como o dos primeiros discípulos e das santas mulheres.
A festa da Ascensão, portanto, é uma ocasião para renovar o zelo apostólico e o desejo de levar almas ao céu, onde Jesus glorioso espera. Os apóstolos, diante da tarefa de cristianizar um mundo cheio de civilizações que ainda não conheciam o Evangelho e de obstáculos ideológicos, estavam cheios de confiança no Ressuscitado, que lhes disse claramente: “Foi-me dado todo o poder no céu e na terra” e “eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”.