Senadores e especialistas denunciam falta de transparência e possíveis fraudes nas máquinas de votação das eleições internas da ANR e PLRA, marcadas para 7 de junho. A auditoria prevista para fevereiro não foi realizada, e há pedidos de adiamento dos comícios.
Lilian Samaniego
O movimento Honor Colorado, liderado pelo pré-candidato à prefeitura de Assunção, Camilo Pérez, rejeitou o pedido de auditoria nas máquinas de votação feito pela senadora Lilian Samaniego e seu irmão Arnaldo, classificando a exigência como uma tentativa de desestabilizar o processo eleitoral a três semanas das internas coloradas.
A senadora Lilian Samaniego cobra auditoria técnica nas urnas eletrônicas para as internas coloradas de 7 de junho, enquanto o presidente do Congresso, Basilio Núñez, anuncia projeto para ampliar de um para dois os votos preferenciais nas eleições gerais de 2028.
O deputado Lilian Samaniego (PLRA) negou ter agredido alguém durante um incidente em Quyquyhó, afirmando que retornou ao local para acalmar uma briga após ser informado de que um de seus assessores estava sendo atacado. Vídeos do ocorrido circularam nas redes, mas até o momento não há denúncias formais.
O chefe de gabinete da ANR, Eduardo González, afirmou que a senadora Lilian Samaniego solicitou o adiamento das eleições internas do Partido Colorado, mas ela nega a acusação e cobra auditoria nas urnas. O TEP garante que a auditoria será realizada sem alterar o calendário.
O presidente do Congresso, Basilio Núñez, respondeu às críticas da senadora Lilian Samaniego sobre a auditoria das urnas eletrônicas, afirmando que o processo foi cumprido dentro do cronograma e que a oposição teve oportunidade de participar. Núñez também lembrou que Samaniego, quando presidiu a ANR, nomeou pessoas de sua confiança, e defendeu a confiança no TSJE.
O apoderado da ANR, Eduardo González, respondeu à senadora Lilian Samaniego que a auditoria das máquinas de votação já foi realizada no TSJE para todos os partidos. Enquanto isso, o Congresso Nacional, sob liderança de Basilio Núñez, inicia uma auditoria interna de títulos universitários de funcionários, em iniciativa do senador Eduardo Nakayama.