Assunção, Luque, Mariano Roque Alonso e outras localidades do Departamento Central amanheceram neste sábado (16) sob um denso nevoeiro que praticamente anulou a visibilidade nas primeiras horas do dia. Motoristas que circulavam pelas ruas e avenidas enfrentaram dificuldades, especialmente nas proximidades do Aeroporto Silvio Pettirossi, em Luque, onde a névoa era mais intensa.
O diretor de Meteorologia, Eduardo Mingo, explicou em entrevista à emissora Telefuturo que o fenômeno é resultado do alto teor de umidade no ar combinado com o resfriamento noturno. “Durante o dia, o sol aquece a superfície; à noite, o ar esfria e a umidade se condensa em gotículas de água, formando o nevoeiro”, detalhou. Mingo esclareceu ainda a diferença técnica entre os termos: quando a visibilidade é igual ou inferior a um quilômetro, trata-se de nevoeiro; acima disso, é neblina.
O meteorologista acrescentou que o tipo mais comum no Paraguai é o nevoeiro radioativo, mas há uma variedade mais severa, a nevoeira advectiva, que ocorre quando uma massa de ar quente e úmido se desloca horizontalmente sobre uma superfície mais fria.
No Aeroporto Silvio Pettirossi, a baixa visibilidade atrasou o tráfego aéreo nas primeiras horas, mas não comprometeu nenhum voo programado, segundo Rubén Aguilar, da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac). “Raramente ocorre uma situação assim”, afirmou o representante da Dinac, destacando que a operação foi normalizada ao longo da manhã.
A orientação das autoridades é que motoristas redobrem a atenção, usem faróis baixos e reduzam a velocidade em áreas com nevoeiro intenso.