CBP aprova mais de 5 milhões de pedidos de entrada nos EUA para a Copa do Mundo de 2026

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) anunciou que, entre outubro de 2025 e abril de 2026, recebeu mais de 5,9 milhões de solicitações ESTA, aprovando mais de 5 milhões. Reino Unido, França, Alemanha, Japão e Coreia do Sul lideram os pedidos. O órgão também prepara contingências para o aumento de voos charter durante o torneio, em meio a críticas sobre políticas migratórias do governo Trump.

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) informou nesta segunda-feira que, entre 1º de outubro de 2025 e 30 de abril de 2026, recebeu mais de 5,9 milhões de solicitações pelo Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem (ESTA), no âmbito do Programa de Exenção de Vistos (VWP). Desse total, mais de 5 milhões foram aprovadas, segundo comunicado da agência.

Os cinco países com maior número de autorizações concedidas foram Reino Unido (mais de 1,2 milhão), França (mais de 570 mil), Alemanha (mais de 530 mil), Japão (mais de 500 mil) e Coreia do Sul (mais de 320 mil). A CBP destacou ainda que mais de 1,6 milhão de pedidos foram processados por meio do programa Viajantes de Confiança (TTP), que acelera a análise de entrada.

A agência orienta que todos os cidadãos não americanos que planejam assistir à Copa do Mundo de 2026 — que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México de 11 de junho a 19 de julho — consultem a seção dedicada ao torneio em seu site e a ficha informativa de viagem da CBP e da FIFA intitulada “Know Before You Go”. Desde abril, também está disponível o assistente virtual COMPASS, que responde a perguntas sobre requisitos de entrada.

A CBP já está preparando contingências para o aumento de voos charter internacionais e corporativos durante o Mundial, lembrando que pilotos e operadores de aeronaves com destino ou origem nos EUA devem cumprir exigências específicas do órgão.

A organização do evento enfrenta críticas devido ao endurecimento das políticas migratórias impostas desde 2025 pelo governo do presidente Donald Trump, que não descartou a realização de operações para prender migrantes em situação irregular durante o torneio.