Assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teriam expressado preocupação de que a China possa atacar Taiwan nos próximos cinco anos, especialmente após a cúpula realizada esta semana em Pequim entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping.
Segundo esses assessores, Xi estaria tentando reposicionar a China como uma potência igual aos EUA, afirmando que Taiwan é seu território. O tema da ilha asiática foi um dos pontos centrais do encontro bilateral.
Em entrevista à Fox News, Trump declarou que não está incentivando Taiwan a buscar independência e que não deseja uma guerra com a China por essa questão. “Não busco que ninguém se independa. E, sabe?, deveríamos viajar 15.288 quilômetros para travar uma guerra? Não busco isso”, disse o presidente.
Trump também comentou que conversou sobre Taiwan “a noite toda” com Xi e sugeriu que, após deixar a presidência, o líder chinês poderia tentar “tomar” a ilha. “Agora, comigo, não acho que façam nada enquanto estou aqui. Quando não estiver, acho que sim, para ser honesto”, afirmou.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, assegurou que a política americana em relação a Taiwan não mudou após a reunião. “A política dos Estados Unidos com respeito à questão de Taiwan permanece inalterada até hoje, assim como após a reunião que mantivemos aqui”, declarou Rubio.
Trump publicou neste sábado em sua rede Truth Social quase uma dezena de fotos com Xi em Pequim, tentando demonstrar sucesso no encontro.