O Kremlin anunciou que o presidente russo Vladimir Putin viajará à China nos dias 19 e 20 de maio, em uma visita que ocorre logo após a passagem do presidente americano Donald Trump pelo país. A informação foi divulgada neste sábado (16) pela assessoria do governo russo.
Segundo comunicado oficial, Putin e o presidente chinês Xi Jinping discutirão formas de “fortalecer ainda mais a relação global e a cooperação estratégica” entre Moscou e Pequim. Também está prevista uma reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para tratar de cooperação econômica e comercial bilateral. Ao final do encontro, os líderes devem assinar uma declaração conjunta sobre os principais temas internacionais e regionais.
A China considera a Rússia um sócio prioritário na construção de uma ordem mundial multipolar pós-ocidental. Pequim nunca condenou Moscou pela ofensiva militar lançada em fevereiro de 2022 na Ucrânia, embora defenda negociações de paz e o respeito à integridade territorial de todos os países. O governo chinês nega fornecer armas letais a qualquer lado do conflito e acusa os países ocidentais de prolongarem as hostilidades ao armarem a Ucrânia.
Na prática, porém, a China é o principal comprador de combustíveis russos, incluindo derivados de petróleo, o que sustenta a máquina de guerra russa. Trump, que atua como mediador na guerra entre Ucrânia e Rússia, deixou a China na sexta-feira (15) afirmando ter alcançado acordos comerciais “fantásticos”, sem dar detalhes. A fabricante de aeronaves Boeing confirmou um “compromisso inicial” para a venda de 200 aviões ao país asiático, conforme anunciado pelo presidente americano.