A Agência Financeira de Desenvolvimento (AFD) do Paraguai divulgou que, desde o lançamento do Fundo de Garantia para a Mulher (FOGAMU) em 2022, foram concedidas mais de 2.600 garantias, possibilitando créditos de US$ 55 milhões para mulheres empreendedoras e chefes de família. A presidente da AFD, Stella Guillén, destacou que esses números evidenciam o impacto positivo do acesso ao financiamento no desenvolvimento econômico do país.
“Quando uma mulher acessa o crédito, não apenas impulsiona um negócio, mas fortalece toda a família, gera emprego e dinamiza a comunidade”, afirmou Guillén. Ela ressaltou que as mulheres são boas pagadoras e que o cumprimento dos compromissos fortalece a qualidade da carteira de crédito.
Apesar dos avanços, Guillén reconheceu que persistem barreiras estruturais, como informalidade, falta de garantias reais e histórico creditício insuficiente, que dificultam o acesso ao sistema financeiro. A AFD trabalha para criar instrumentos que reduzam essas barreiras, como fundos de garantia e linhas de crédito inclusivas.
No próximo dia 21, Guillén participará do painel “Mujeres que construyen. Rompiendo moldes, edificando realidades”, durante a Feira Constructecnia 2026, no Centro de Convenções da Conmebol. O evento abordará o papel da mulher no setor de construção e a importância do financiamento habitacional como ferramenta de autonomia e patrimônio.
“Acesso à moradia não é apenas ter uma casa, mas construir estabilidade, segurança e patrimônio para a família”, disse Guillén. Ela defendeu que o desenvolvimento urbano e de infraestrutura deve ser pensado a partir das necessidades reais das famílias, promovendo inclusão e sustentabilidade.
A arquiteta Paola Moure, também participante do painel, destacou que, embora ainda existam brechas de gênero no setor da construção, há uma crescente presença feminina em áreas como design, direção de obras e execução técnica. “As mulheres estão demonstrando capacidade para ocupar cargos de liderança e gerenciar grandes projetos”, afirmou.