O Always Ready, time boliviano que manda seus jogos em El Alto, a 4.150 metros de altitude, terá que atuar em Assunção, a apenas 120 metros acima do nível do mar, para enfrentar o Mirassol nesta terça-feira. A mudança foi determinada pela Conmebol por causa dos protestos e bloqueios que afetam o departamento de La Paz, onde ficam as sedes do governo e do Legislativo bolivianos.
O elenco do Always Ready, comandado pelo técnico argentino Marcelo Straccia, enfrentou dificuldades até para chegar ao aeroporto: teve que atravessar a pé um pedágio na principal rodovia que liga El Alto a La Paz, interrompido por manifestantes. Na última quinta-feira, o time perdeu por 1 a 0 para o The Strongest, em partida realizada no estádio Municipal de El Alto apesar dos distúrbios nas áreas vizinhas. O jogo contra o Real Oruro, previsto para o fim de semana, foi adiado.
Para o duelo contra o Mirassol, o Always Ready não contará com o zagueiro equatoriano Luis Caicedo, que rescindiu seu contrato com o clube. O restante do elenco está disponível.
O Mirassol, por sua vez, vem de uma derrota por 3 a 1 para o Atlético Mineiro, resultado que o mantém na 19ª posição do Campeonato Brasileiro, com 13 pontos em 15 jogos, apenas quatro à frente do lanterna Chapecoense. Apesar da má fase no nacional, o time brasileiro lidera o grupo G da Libertadores com 9 pontos, seguido por Lanús e Liga de Quito, ambos com 6, enquanto o Always Ready soma 3 pontos.
A mudança de sede também obrigou o Mirassol a alterar sua logística: o plano inicial era viajar a Santa Cruz, no leste boliviano, e seguir no mesmo dia para El Alto para evitar os efeitos da altitude. Na última rodada da fase de grupos, em 26 de maio, o Always Ready visita a Liga de Quito, e o Lanús recebe o Mirassol.