Apreensão na Espanha contradiz afirmação de Peña sobre fim do tráfico de cocaína

A apreensão de mais de quatro toneladas de cocaína de origem paraguaia no porto de Barcelona, em julho de 2024, contradiz as afirmações do presidente Santiago Peña de que o país deixou de ser um corredor da droga e que nenhuma cocaína com saída do Paraguai foi apreendida em portos europeus desde o início de seu governo.

Apreensão na Espanha contradiz afirmação de Peña sobre fim do tráfico de cocaína
Ilustração gerada por IA.

O presidente Santiago Peña afirmou em seu último informe de gestão perante o Congresso que "o Paraguai deixou de ser o corredor da cocaína na região" e que, desde o início de seu governo, em 15 de agosto de 2023, "não foi registrada uma única apreensão de cocaína com saída do país em portos europeus".

No entanto, em 26 de julho de 2024, a Guarda Civil espanhola apreendeu mais de quatro toneladas de cocaína mimetizada entre sacos de arroz no porto de Barcelona, com origem paraguaya.

Poucos dias antes da apreensão na Espanha, após um recorde de confiscação de quatro toneladas de cocaína no Porto Caacupemí, Peña havia declarado que a droga "já não sai do Paraguai" e é confiscada no território nacional, cortando a cadeia do tráfico internacional.

A organização criminosa operava em Espanha, Paraguai e Reino Unido, com infraestrutura em Assunção para processar a droga, embalá-la em sacos plásticos e introduzi-la em sacos de arroz que eram costurados manualmente antes do envio para a Europa.

Fontes (1)

Atualizado: 5 de jul. de 2026, 09:08