Assinatura eletrônica no Paraguai: qual assinatura usar em cada caso

No Portal Paraguay, a Identidad Electrónica é a conta de acesso, não a assinatura qualificada. Para o e-Kuatia’i, a DNIT fornece gratuitamente o certificado qualificado necessário; o e-Kuatia com software próprio exige certificado de um prestador qualificado autorizado. Para assinar documentos em geral com assinatura qualificada, a cédula com chip oferece uma via concreta com certificado F2. Este guia começa pelo uso pretendido e só depois explica efeitos jurídicos, obtenção e validação.

Elektronisch unterschreiben in Paraguay: Welche Signatur zählt, wie man sie bekommt und prüft
Elektronisch unterschreiben in Paraguay: Welche Signatur zählt, wie man sie bekommt und prüft

Quem tenta assinar eletronicamente no Paraguai rapidamente encontra termos como assinatura eletrônica, assinatura eletrônica qualificada, F1, F2, F3, cédula com chip e Identidad Electrónica. O melhor ponto de partida, porém, não é a tecnologia, mas uma pergunta mais simples: o que você realmente quer fazer?

Resposta curta: qual solução eu preciso?

UsoPonto de partida prático
Entrar no Portal Paraguay e em serviços públicos conectadosIdentidad Electrónica. É a conta estatal de autenticação. Não é necessário certificado qualificado apenas para fazer login.
Emitir faturas eletrônicas pelo e-Kuatia’iCertificado qualificado gratuito da Dirección Nacional de Ingresos Tributarios (DNIT), a administração tributária do Paraguai.
Usar e-Kuatia com software próprioCertificado tributário qualificado de prestador autorizado. F1 é um modelo frequente para essa finalidade no mercado atual.
Assinar de forma qualificada arquivos em Portable Document Format (PDF), contratos ou declaraçõesF2 ou F3. No F2 a chave fica em dispositivo qualificado controlado pelo usuário; F3 permite assinatura remota centralizada.
Assinar com a cédula paraguaia com chipCertificado F2 do Ministério do Interior armazenado no chip.
Usar sistema específico de órgão público ou empresaSeguir os requisitos publicados para aquele procedimento. Nem todo sistema aceita necessariamente todos os tipos.

Isso resolve os casos mais comuns. Ainda assim, entender F1, F2 e F3 é útil porque o tipo determina diretamente onde a chave fica, quanto tempo o certificado pode valer e quais custos recorrentes podem surgir.

Assinatura eletrônica e assinatura qualificada não são a mesma coisa

A Lei nº 6.822/2021 define assinatura eletrônica de forma ampla. Uma assinatura eletrônica não pode ter seus efeitos jurídicos ou sua admissibilidade negados apenas porque é eletrônica ou porque não cumpre os requisitos de uma assinatura qualificada.

A assinatura eletrônica qualificada, porém, tem um efeito jurídico mais forte expressamente previsto: o artigo 39 lhe atribui o mesmo efeito jurídico da assinatura manuscrita.

Isso não significa que todo negócio jurídico possa automaticamente ser realizado em forma eletrônica. Formalidades especiais previstas em outras normas continuam podendo existir.

e-Kuatia’i: a DNIT já define o caminho

Para pequenos emissores eletrônicos, a resposta é especialmente clara. A Dirección Nacional de Ingresos Tributarios (DNIT) fornece gratuitamente aos usuários do e-Kuatia’i um certificado qualificado de assinatura eletrônica.

O e-Kuatia’i é a solução gratuita de faturação eletrônica da DNIT para pequenos contribuintes com um estabelecimento e um ponto de expedição. O certificado qualificado faz parte dos requisitos para utilizar o sistema.

Quem utiliza e-Kuatia’i, portanto, não precisa escolher um prestador privado nem comprar primeiro um F1 comercial. A via prevista é o certificado gratuito da DNIT.

e-Kuatia com software próprio: obter o próprio certificado

No e-Kuatia, o caminho é diferente. Esse modelo é destinado a empresas que utilizam software próprio para enviar documentos tributários eletrônicos ao Sistema Integrado de Facturación Electrónica Nacional (SIFEN), o sistema nacional de faturação eletrônica.

Nesse caso, a DNIT exige certificado qualificado de um prestador autorizado pelo Ministério da Indústria e Comércio.

F1 aparece com frequência nesse ambiente. Segundo a política paraguaia atual de certificação, F1 é o modelo em que a chave privada fica armazenada em módulo de software. O certificado pode ter validade máxima de um ano. Uma empresa que dependa dele para faturar precisa, portanto, ter um certificado renovado ou reemitido no máximo a cada ano.

Como exemplo comercial atual, a plataforma de faturação eletrônica GOEKUA informa preço de ₲350.000 para o certificado F1 e indica expressamente renovação anual. É um exemplo de mercado, não uma tarifa estatal.

Assinar documentos em geral: a cédula com chip

Para contratos, declarações, solicitações, autorizações, formulários e outros documentos, a cédula paraguaia com chip oferece uma via concreta para assinatura qualificada.

O Ministério do Interior, por meio do Departamento de Identificaciones da Polícia Nacional, é um prestador qualificado autorizado. O certificado utilizado na cédula aparece na lista oficial de confiança como certificado F2.

Ter uma cédula com chip não significa automaticamente que o certificado já esteja instalado.

Quem já possui a cédula pode usar um leitor de smart card para verificar o certificado. O sistema deve mostrar dados como nome do titular, emissor, número de série e período de validade. Quem não possui leitor pode solicitar a verificação em Identificaciones.

Se o certificado ainda não estiver instalado, é possível solicitar sua instalação. O Portal Paraguay informa que atualmente não há custo adicional para instalá-lo em uma cédula com chip existente. Se for necessário renovar a própria cédula, aplica-se o custo normal do documento.

Ao solicitar ou renovar uma cédula com chip, o certificado deve ser pedido expressamente. Na retirada é configurado um número de identificação pessoal (PIN) de quatro dígitos, utilizado posteriormente para acionar a assinatura.

O que é necessário para assinar um PDF?

  • cédula com chip e certificado qualificado ativo;
  • PIN de quatro dígitos;
  • computador ou notebook;
  • leitor de smart card compatível;
  • drivers e software necessários;
  • certificados da infraestrutura de chave pública do Paraguai, a Public Key Infrastructure (PKI);
  • software compatível, como Adobe Acrobat Reader ou JSignPDF.

Identificaciones oferece software para Windows, macOS e Linux, os certificados paraguaios necessários e uma guia de validação.

Como assinar um PDF com a cédula com chip

  1. Conectar o leitor.
  2. Inserir a cédula e verificar se o certificado é reconhecido.
  3. Abrir o PDF em software compatível.
  4. Escolher a função de assinatura digital ou por certificado.
  5. Selecionar o certificado emitido pelo Ministério do Interior.
  6. Salvar o documento.
  7. Digitar o PIN.

A imagem visível de uma assinatura no PDF não é o elemento decisivo. A assinatura real consiste em dados criptográficos vinculados ao documento.

F1, F2 e F3: por que existem três tipos?

F1, F2 e F3 não representam três níveis de validade jurídica. O número descreve principalmente como e onde a chave privada é protegida e armazenada.

TipoOnde fica a chave?Consequência práticaValidade máxima
F1Módulo de softwareNão exige token qualificado próprio. Na política atual aparece especialmente no perfil de certificado tributário qualificado.1 ano
F2Dispositivo qualificado controlado pelo usuárioNormalmente smart card ou token criptográfico. A chave privada permanece nesse dispositivo. A cédula com chip é um exemplo.até 4 anos
F3Dispositivo qualificado centralizado no prestadorO prestador protege a chave em sua infraestrutura; o usuário se autentica e assina remotamente sem leitor ou token próprio.até 4 anos

A política atual também diferencia o uso: para assinatura eletrônica qualificada geral são previstos F2 e F3; certificados tributários qualificados podem usar F1, F2 ou F3. Isso explica por que F1 aparece principalmente na faturação eletrônica.

F3 não tem, por isso, “mais validade jurídica” do que F2. A diferença central é quem controla o dispositivo qualificado. F1 utiliza, em vez disso, uma chave em software para o contexto tributário autorizado.

Quanto custa na prática?

Não existe um único preço. Os seguintes exemplos foram verificados em 3 de outubro de 2026:

ViaExemplo atualValidade / quantidade
e-Kuatia’iGratuito pela DNITPara o processo previsto do e-Kuatia’i
F1 tributárioGOEKUA: ₲350.0001 ano; depois requer renovação
F2 com tokenDígito/Documenta: ₲440.0002 anos, assinaturas ilimitadas durante a vigência
F3 remotoDígito/Documenta: ₲440.0004 anos, pacote de 50 assinaturas; é possível comprar assinaturas adicionais
F2 em cédula com chip existenteInstalação atualmente sem custo adicionalO leitor deve ser adquirido pelo usuário; se a cédula precisar ser renovada, aplica-se o preço normal do documento

Os preços privados são exemplos, não tarifas oficiais. Também incluem modelos comerciais diferentes: no exemplo F2 as assinaturas são ilimitadas durante dois anos; no F3 estão incluídas 50 assinaturas.

É preciso renovar o certificado todos os anos?

Nem todos — mas F1 realmente tem validade máxima de um ano. Isso ajuda a explicar por que usuários acostumados à faturação eletrônica frequentemente pensam que todos os certificados precisam de renovação anual.

  • F1: máximo de 1 ano;
  • F2: máximo de 4 anos;
  • F3: máximo de 4 anos.

O prestador pode emitir por período menor. O exemplo atual da Dígito/Documenta mostra isso: F2 é comercializado por dois anos, embora o limite regulatório permita quatro; F3 é oferecido por quatro anos.

A data real de vencimento deve sempre ser verificada no certificado. Empresas deveriam controlá-la como qualquer credencial essencial à operação e iniciar a renovação antes do vencimento.

Depois do vencimento, o certificado não pode gerar novas assinaturas. Para quem depende dele no SIFEN, isso pode interromper a faturação eletrônica.

O vencimento posterior não torna automaticamente inválida uma assinatura criada antes. Para a validação importa, entre outros fatores, se o certificado estava válido no momento da assinatura.

Quem pode emitir certificados qualificados?

O Ministério da Indústria e Comércio mantém a lista oficial de prestadores qualificados. Atualmente aparecem VIT S.A., CODE100 S.A., Documenta S.A., Ministério do Interior, Confirma S.A., ITTI S.A.E.C.A. e SOS Tecnología y Gestión de Información Ltda.

Nem todo prestador pode emitir todos os tipos. A lista oficial indica a habilitação para F1, F2 e/ou F3.

Como validar uma assinatura qualificada?

Uma imagem de assinatura ou um símbolo verde em um programa de PDF não constitui validação completa.

  • o certificado era qualificado no momento da assinatura?
  • foi emitido por prestador qualificado?
  • estava válido?
  • o titular corresponde ao signatário?
  • o documento permaneceu íntegro?
  • a assinatura foi criada mediante procedimento qualificado?

Com a cédula com chip pode ser necessário instalar no computador a cadeia de certificação paraguaia.

Quando também é útil um selo de tempo?

Nos instrumentos privados eletrônicos, a assinatura qualificada comprova a autenticidade e a identidade do signatário, mas não estabelece automaticamente uma data determinada.

Quando também é necessário comprovar o momento, pode ser relevante um selo qualificado de tempo eletrônico.

Empresas: assinatura ou selo eletrônico?

A assinatura eletrônica pertence a uma pessoa física. Para pessoas jurídicas, a lei também prevê o selo eletrônico, destinado principalmente a comprovar origem e integridade dos dados emitidos pela organização.

Um selo empresarial não substitui automaticamente uma assinatura pessoal qualificada quando esta é expressamente exigida.

O que fazer se o token for perdido, a chave comprometida ou o certificado vencer?

Vencimento e revogação são situações diferentes. O certificado vence automaticamente na data prevista. A revogação encerra sua validade antecipadamente, por exemplo após perda do token ou suspeita de comprometimento da chave.

Em caso de suspeita de uso indevido, o certificado deve ser suspenso ou revogado imediatamente. A revogação é definitiva e exige posteriormente um novo certificado.

Se apenas venceu, deve ser renovado ou reemitido. Para F1 isso ocorre regularmente devido ao limite máximo de um ano. Para F2 e F3, o ciclo real depende da validade contratada.

A regra de decisão em uma frase

Para e-Kuatia’i use o certificado gratuito da DNIT; para faturação com software próprio, F1 é um modelo tributário comum com renovação anual; F2 mantém a chave qualificada em sua cédula ou token; F3 permite assinar remotamente com a chave protegida pelo prestador. Compare preço, validade, renovação, hardware necessário e quantidade de assinaturas incluídas.

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Fontes (9)

Atualizado: