OEA aprova resolução sobre Nicarágua e cobra eleições livres

A OEA aprovou uma resolução que insta autoridades nicaraguenses a criar condições para eleições livres, justas e inclusivas. O chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano foi eleito por aclamação para presidir a reunião em Washington.

OEA aprova resolução sobre Nicarágua e cobra eleições livres

A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou, em 2 de outubro, uma resolução que insta as autoridades nicaraguenses a estabelecer condições para a realização de eleições livres, justas e inclusivas. Segundo relatos, a resolução também pede a libertação de presos políticos.

A resolução foi aprovada na 31ª Reunião de Consulta de Ministros das Relações Exteriores, em Washington. O chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano foi eleito por aclamação para presidir a reunião. A iniciativa foi apresentada por Estados Unidos, Argentina, Colômbia, Paraguai, Peru e República Dominicana.

A resolução não impõe sanções concretas. O secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, disse ser urgente que a Nicarágua recupere a ordem constitucional e pediu aos Estados membros que considerem medidas como sanções econômicas que não afetem a população, além de restrições financeiras e de viagem para determinadas autoridades.

Durante a reunião, o chanceler dominicano Víctor “Ito” Bisonó anunciou a decisão de seu país de fechar a embaixada na Nicarágua enquanto persistirem as condições de deterioração da democracia.

Ramírez Lezcano afirmou que os países do hemisfério compartilham o compromisso de defender a vontade popular, o Estado de Direito, os direitos humanos e as liberdades fundamentais, com pleno respeito à soberania. O vice-chanceler paraguaio Víctor Verdún celebrou a aprovação da resolução e disse que a reunião era uma oportunidade para reafirmar o compromisso do Paraguai com o povo nicaraguense: “O Paraguai não os esquece e fará o impossível para que o povo nicaraguense seja livre”.

Sete dos 34 países membros enviaram seus chanceleres: Guatemala, Paraguai, Jamaica, Peru, República Dominicana, Santa Lúcia e Haiti. Os demais foram representados por autoridades de escalão inferior. A Nicarágua não participou, pois formalizou sua retirada da OEA em 2023.

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