A Prefeitura de San Lorenzo se vê em meio a uma polêmica com usuários do transporte público interno do município, após transportadoras aumentarem o preço das passagens para G. 3.500, sem autorização da Câmara Municipal. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a administração municipal reafirma que está em vigor a Ordenança Municipal nº 05/22, que fixa o valor da tarifa em G. 2.800.
No entanto, diversos passageiros contestam a informação, alegando que as linhas já cobram o valor mais alto. “Linha 2 cobra G. 3.500 e ainda são sucatas”, escreveu a usuária Mirian Marisel Prieto Barboza. Já Concepción Espínola afirmou: “A Linha 6 cobra G. 3.500 e é toda sucata, é do vereador Pedro Martínez, e a Linha 5 cobra G. 3.000”.
Segundo a vereadora Luz Bella González, as linhas de transporte interno haviam protocolado, em 12 de abril, um pedido de reunião tripartite para discutir o impacto da alta dos combustíveis na tarifa. “Infelizmente, esse documento nunca passou da secretaria até a semana passada, praticamente um mês depois de ser apresentado”, declarou a edil, em entrevista à rádio 1020 AM. Ela acrescentou que, como o tema não foi tratado, os transportadores acabaram implementando o aumento por conta própria, sem aguardar a deliberação da Câmara.
“Entendemos que houve aumento do combustível e que eles precisariam desse ajuste para ter lucro, como qualquer trabalhador, mas tinham que esperar passar pela Câmara”, ponderou González, criticando a quebra da cadeia institucional.
Enquanto os usuários reclamam das cobranças irregulares, a Prefeitura de San Lorenzo afirma que realiza fiscalizações para garantir o cumprimento da Ordenança Municipal nº 05/22, que mantém a tarifa em G. 2.800.