Nove caminhoneiros permanecem retidos há 40 dias na localidade de Toro Pampa, departamento de Alto Paraguai, a cerca de 715 km da capital. Os motoristas afirmam que as estradas vicinais já estão em condições adequadas para o tráfego de veículos pesados, mas um funcionário da Gobernación mantém os portões do local onde os caminhões estão guardados trancados com cadeados.
Segundo os relatos dos afetados, a retenção começou após fortes chuvas que deixaram os veículos atolados. No entanto, eles garantem que as rotas já foram recuperadas e que até os animais que transportavam foram entregues, mas as máquinas continuam paradas. Um dos motoristas afirmou que o encarregado do local disse: “Não lhes dá o caminho, não vou abrir”.
Os caminhoneiros pedem a intervenção imediata das autoridades superiores, considerando a situação um atropelo ao direito ao trabalho e à livre circulação. A Gobernación de Alto Paraguai não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Em outro caso, a agente fiscal Fátima Girala, da Unidade Penal nº 3, solicitou à polícia um relatório detalhado sobre as diligências para localizar a adolescente Pabla Beatriz Pereira Jara, de 16 anos, desaparecida desde a madrugada de 16 de maio em Assunção. A menor reside no bairro Tacumbú. A mãe, Susana Beatriz Jara, registrou a denúncia no mesmo dia. O Ministério Público pediu a ativação imediata dos protocolos de busca e o cumprimento dos artigos 59 e 300 do Código Processual Penal, com prazo de 24 horas para resposta.
Além disso, a Justiça paraguaia imputou novas acusações contra as ex-juízas Analía Cibils e Nathalia Garcete, envolvidas no esquema conhecido como “máfia dos pagarés”. Também foram processados advogados, atuários e oficiais de justiça ligados a empresas de cobrança. As imputações incluem prevaricação, falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsos.
Por fim, o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MTESS) regulamentou a implementação obrigatória dos Livros de Informação Laboral em formato digital, por meio da Resolução nº 462/2026. A medida será aplicada gradualmente entre 17 e 28 de agosto de 2026, conforme o número patronal, visando modernizar os registros trabalhistas e fortalecer a segurança jurídica.