Aldair Ovelar, de 35 anos, conhecido como Careca, foi expulso do Paraguai e entregue à Polícia Federal brasileira na fronteira, segundo o 1000 Noticias. O relato publicado em 1º de outubro atualiza as notícias da manhã, que informavam sua captura em Capitán Bado, no departamento fronteiriço de Amambay, e tratavam os procedimentos de retorno como pendentes.
A reportagem afirma que Ovelar permaneceu sob custódia da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) até a entrega. A Direção Nacional de Migrações realizou os procedimentos administrativos em Pedro Juan Caballero, com base em sua situação migratória irregular e seus antecedentes judiciais. A medida descrita é uma expulsão administrativa; a notícia não relata um processo de extradição.
Segundo a Agência IP, que cita documentação judicial brasileira, Ovelar tinha uma ordem de recaptura vigente e ainda deveria cumprir 40 anos, três meses e 22 dias de prisão em regime fechado. O relato associa a condenação a tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e delitos relacionados a armas de fogo. Esse período é apresentado como pena restante, não como duração total da condenação.
A captura foi realizada por agentes da unidade regional da SENAD em Pedro Juan Caballero, em coordenação com Rossana Coronel, promotora da unidade especializada em narcóticos de Amambay. Foram apreendidos uma Fiat Toro, uma pistola Glock 17 de 9 mm, três carregadores, 45 munições, um telefone e dinheiro.
A Agência IP também informa que Ovelar foi detido no estado brasileiro de Goiás em 2016, numa operação envolvendo 11 toneladas de maconha produzida no Paraguai. A SENAD o apresenta como ligado ao Comando Vermelho, conforme a La Nación. Essa vinculação é uma caracterização atribuída à agência antidrogas, não uma conclusão independente das reportagens.
