O Comando de Operações de Defesa Interna (CODI), força militar criada em 2013 durante o governo do então presidente Horacio Cartes para combater grupos insurgentes no Paraguai, acumula um gasto total de US$ 68 milhões desde sua fundação, segundo dados internos acessados pela imprensa. O valor refere-se principalmente ao período após 2018, quando a unidade passou a ter orçamento próprio, com uma média anual de US$ 8,5 milhões.
Em memorando dirigido ao comandante do Exército, general César Moreno, o chefe do CODI, general Alberto Gaona, defendeu os recursos alocados à força. Ele argumentou que, embora os valores pareçam elevados, são destinados apenas a cobrir "necessidades operativas básicas" da unidade, que hoje atua em 40% do território da Região Oriental paraguaia.
Conforme o documento, o orçamento anual do CODI é distribuído da seguinte forma: 50% para serviços pessoais, 25% para bens de consumo e insumos, 17% para investimento físico e bens de capital, e o restante para outras despesas. Gaona ressaltou que a força constitui "a ferramenta estratégica clave do Estado" contra grupos irregulares e o crime organizado na região.
A atuação do CODI, no entanto, é alvo de críticas por supostamente apresentar resultados limitados diante de um grupo criminal reduzido, como o Exército do Povo Paraguaio (EPP). Desde 1997, o EPP já realizou pelo menos 158 ataques, com oito ocorrências registradas apenas no atual governo de Santiago Peña, que assumiu em 2023.
A cobertura territorial do CODI foi ampliada gradualmente: inicialmente restrita aos departamentos de Concepción, San Pedro e Amambay pela Lei 5036/2013, a força teve sua área de atuação estendida por decretos do presidente Peña a Canindeyú, Itapúa, Misiones e Ñeembucú. Não há registros de expansão durante o governo de Mario Abdo Benítez.
