Ataque a posto policial no Paraguai deixa três mortos em Canindeyú

Um ataque de um grande grupo fortemente armado a um posto policial em Canindeyú, Paraguai, deixou três mortos, incluindo dois policiais, e um ferido, com as autoridades investigando a autoria entre grupos criminosos da região.

Ataque a posto policial no Paraguai deixa três mortos em Canindeyú
Ilustração gerada por IA.

Um grupo de entre 20 e 30 homens fortemente armados atacou e incendiou um posto policial na colônia Naranjito, distrito de Ybyrarobaná, departamento de Canindeyú, na noite de terça-feira. O ataque resultou na morte de dois suboficiais, Atilio Martínez Barrios, de 40 anos, e Herminio Ojeda González, de 33 anos, e do civil Josemar Escobar Piris, de 37 anos, que trabalhava como secretário no local. Um quarto policial, o suboficial Víctor Gavilán, foi ferido com tiros, mas sobreviveu ao fingir-se de morto e fugir para uma área boscosa.

Segundo relatos de sobreviventes e autoridades, os agressores vestiam roupas camufladas, botas táticas e portavam armas de grosso calibre, incluindo escopetas e fuzis. Eles chegaram a pé ao posto, abriram fogo imediatamente e utilizaram bombas molotov para incendiar a sede, uma viatura policial e três carros particulares. O fiscal Óscar Paredes, responsável pela investigação, afirmou que os atacantes se comunicavam em guarani durante a ação.

As autoridades ainda não identificaram os responsáveis. O ministro do Interior, Enrique Riera, sugeriu que o ataque pode ser uma mensagem de grupos narcotraficantes ao Estado, destacando a natureza simbólica do alvo. O ministro da Defesa, Óscar González, classificou o fato como "um golpe forte às forças de segurança" e afirmou que todas as hipóteses estão sendo consideradas, incluindo a participação do autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP) ou da estrutura criminosa liderada por Felipe Santiago Acosta Riveros, conhecido como "Macho".

No entanto, o general Alberto Gaona, comandante do Comando de Operações de Defensa Interna (CODI), uma unidade das Forças Armadas, expressou ceticismo sobre a autoria do EPP. Ele citou discrepâncias, como o uso de escopetas, não comum nesse grupo, e o número elevado de atacantes, que seria superior ao contingente usualmente atribuído ao EPP. Gaona destacou que a investigação é incipiente e que chuvas torrenciais na região têm dificultado a busca por evidências.

Em resposta ao ataque, a Polícia Nacional declarou luto institucional e instalou um posto de comando unificado na área. Efetivos policiais e militares foram reforçados na região, com operações de rastreamento e sobrevoos de drone. O senador opositor Rafael Filizzola criticou o modelo de segurança do governo, argumentando que as forças em zonas de conflito não estão adequadamente equipadas e defendeu maior investimento em blindados, armamentos e inteligência.

Fontes (11)

Atualizado: 22 de jul. de 2026, 12:47