Condena e prisão marcam semana de violência em Capitán Bado

A Justiça de Capitán Bado condenou um capataz a 18 anos de prisão por matar o patrão por dinheiro, e decretou a prisão preventiva de um pai suspeito de intoxicar os filhos gêmeos de 9 anos com cocaína.

Dois casos de violência extrema marcaram a semana em Capitán Bado, no departamento de Amambay. A Justiça local condenou um capataz a 18 anos de prisão pelo homicídio doloso do próprio patrão, e decretou a prisão preventiva de um homem de 32 anos, pai de gêmeos de 9 anos intoxicados com cocaína.

O Tribunal de Sentença considerou César Javier Portillo culpado pela morte do proprietário de uma estância na Colônia Aguará Veve, ocorrida em 4 de outubro de 2023. Segundo a acusação, sustentada pela promotora Sara Bonzi, da Unidade Penal de Capitán Bado, o crime teve motivação econômica. Portillo, que trabalhava como capataz e era funcionário de confiança, teria exigido que a vítima revelasse onde guardava o dinheiro de uma venda de gado. Diante da recusa, o assassinou. O tribunal destacou a gravidade do abuso de confiança.

No segundo caso, a juíza penal de garantias Vivian Quiñónez determinou a prisão preventiva de um homem suspeito de intoxicar os próprios filhos, um menino e uma menina de 9 anos, com cocaína e um medicamento controlado. Segundo a investigação, na segunda-feira anterior, o pai teria buscado as crianças na escola e, em vez de levá-las para casa, as levou a uma área rural, onde supostamente as intoxicou. Os gêmeos foram resgatados por um tio e levados a um hospital, onde exames toxicológicos confirmaram a presença de cocaína. Eles permanecem internados. O suspeito, imputado por tentativa de homicídio, lesão grave e violação do dever de cuidado, será submetido a exame psiquiátrico para avaliar possível transtorno mental. A defesa alega que ele sofre de depressão e está em tratamento. Os nomes do acusado e das vítimas foram omitidos para proteger os menores.