A draga japonesa DRM-5 "Paraguay", uma das mais potentes da hidrovia regional, chegou a Pilar, no departamento de Ñeembucú, após ser construída no Japão e doada pelo governo japonês por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). A embarcação partiu do porto uruguaio de Nueva Palmira.
A cerimônia oficial de batismo e embandeiramento está marcada para o dia 19 de agosto, data em que o príncipe herdeiro do Japão, Akishino, irmão mais novo do imperador Naruhito, visitará o Paraguai. O evento ocorrerá no Porto de Assunção e contará com a presença do presidente da República, Santiago Peña, conforme informou o presidente da Administração Nacional de Navegación y Puertos (ANNP), Julio Vera Cáceres.
Segundo Vera Cáceres, a partir da próxima segunda-feira terá início um curso de capacitação teórico e prático para 31 pessoas, incluindo 14 membros da Marinha, funcionários da ANNP e cinco representantes do sindicato dos Armadores Fluviais. A formação será conduzida por técnicos japoneses para operar a draga de última geração, que é totalmente automatizada e atinge uma velocidade de 5 nós.
A embarcação, construída no estaleiro Fuji Kaiji Kogyo, tem uma capacidade de sucção de 1.500 metros cúbicos de sedimentos por hora, significativamente superior às dragas locais, que normalmente operam com capacidades entre 350 e 400 metros cúbicos. A draga não é projetada para dragagem de rochas e funcionará com o apoio de rebocadores e chatas para o transporte dos sedimentos. A tripulação de 13 pessoas será alojada nesses rebocadores, já que a DRM-5 não possui cabines ou refeitório.
O embaixador paraguayo no Japão, Mario Toyotoshi, destacou que a draga é resultado de anos de cooperação bilateral e representa um avanço para a soberania logística do Paraguai. Para o país, que depende criticamente da hidrovia Paraguai-Paraná, a nova draga é vista como uma garantia para manter a navegabilidade do rio, essencial para as exportações, especialmente em períodos de seca e assoreamento que elevam os custos logísticos.
