A Real Academia Espanhola (RAE) publicou um guia prático para ajudar falantes a distinguir palavras que soam iguais, mas têm grafias e significados distintos. Entre os exemplos destacados estão os pares 'echo' e 'hecho', e 'errar' e 'herrar'.
'Echo' vem do verbo 'echar' (lançar, despedir), enquanto 'hecho' é o particípio de 'hacer' (fazer). A confusão é frequente, mas a RAE recomenda associar cada forma ao verbo de origem: 'echo' para ações como 'echar um olhar' ou 'echar alguém do trabalho'; 'hecho' para algo que aconteceu ou uma pessoa formada.
Já 'errar' significa equivocar-se, não acertar; 'herrar' vem de 'hierro' (ferro) e se refere a colocar ferraduras em cavalos. A RAE lembra que 'errar é humano, mas herrar é palavra bem diferente'.
Outro ponto abordado é o chamado 'dativo ético', recurso gramatical válido no espanhol. Na frase 'o nenê não me come', o pronome 'me' não indica posse, mas sim o envolvimento afetivo da mãe. A RAE explica que essa construção é 100% correta e expressa preocupação ou amor, não uma ação literal.
A academia também esclareceu o uso da tilde em 'sí' (afirmativo) e 'si' (condicional), além de outras regras ortográficas. A seção de língua do diário Hoy, que publicou o conteúdo, tem como objetivo promover o bom uso do espanhol com base nas diretrizes da RAE.