MAG aposta em ampliação da produção hortícola para atender demanda do programa Hambre Cero

O Ministério da Agricultura e Pecuária do Paraguai (MAG) realizou reunião com produtores para expandir o cultivo de hortaliças em todo o país, visando uma oferta mais estável e maior participação da agricultura familiar no programa de alimentação escolar Hambre Cero, que atualmente exige que 10% dos contratos sejam destinados a esses produtores.

MAG aposta em ampliação da produção hortícola para atender demanda do programa Hambre Cero
MAG aposta em ampliação da produção hortícola para atender demanda do programa Hambre Cero

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAG) do Paraguai promoveu nesta terça-feira (19) uma reunião com produtores de hortaliças para discutir a ampliação da produção nacional e a transição de uma oferta sazonal para uma mais contínua. O objetivo é fortalecer a agricultura familiar e aumentar sua participação no programa de alimentação escolar Hambre Cero, que atualmente exige que 10% do valor dos contratos das empresas fornecedoras seja destinado à compra de produtos desses agricultores.

O ministro Carlos Giménez destacou que o programa Hambre Cero representa uma oportunidade de negócio significativa. “Temos capacidade para produzir muito mais, mas precisamos de garantias de que toda a produção possa ser comercializada”, afirmou. Ele ressaltou que a meta não é apenas cumprir o percentual mínimo de 10%, mas permitir que os produtores alcancem 100% de participação como fornecedores diretos das empresas, especialmente durante os períodos de maior safra.

Giménez explicou que, em épocas de menor disponibilidade de determinados vegetais ou tubérculos, o MAG busca oferecer alternativas de produtos de qualidade similar, aproveitando a capacidade produtiva dos agricultores. “Queremos que os produtores aproveitem a oportunidade de negócio e alcancem o 100% de participação como fornecedores das empresas, especialmente na temporada de maior produção”, disse.

A pasta também planeja incentivar cultivos que se adaptem ao clima predominantemente quente do país, permitindo a produção durante mais meses do ano. O ministro lembrou que todos os grupos assistidos pelo MAG devem estar formalizados para comercializar seus produtos com qualquer empresa ou cliente.