Julgamento oral contra juiz chaqueño acusado de assédio sexual começa na quarta-feira

O Tribunal de Sentença do Chaco inicia na quarta-feira (20) o julgamento do juiz Amado Yuruhan, acusado de assediar sexualmente uma faxineira do Juizado de Filadélfia em outubro de 2022. O caso, denunciado dois dias após o ocorrido, será analisado pelos juízes Carlos Lezcano, Myrian Núñez e Shirley Romero.

O Tribunal de Sentença do Chaco dará início na quarta-feira (20), às 7h45, ao julgamento oral contra o juiz de sentença de Boquerón, Amado Yuruhan, acusado de assédio sexual contra uma faxineira do Juizado de Filadélfia. O caso, que ocorreu em outubro de 2022, será julgado pelos juízes Carlos Lezcano, Myrian Núñez e Shirley Romero.

Segundo a investigação do Ministério Público, liderada pelo promotor Andrés Arriola, a vítima trabalhava como faxineira no juizado quando, no dia 17 de outubro de 2022, Yuruhan a convidou para um encontro, o que ela recusou. Posteriormente, o magistrado teria chamado a mulher ao banheiro, onde a teria beijado à força. A denúncia foi formalizada em 19 de outubro de 2022, quando a vítima procurou o presidente da circunscrição de Boquerón, Emigdio Castillo, que comunicou o fato ao Ministério Público.

A acusação formal de Arriola ocorreu em outubro de 2024, e o caso só agora chega a julgamento, quase dois anos depois. A vítima relatou que Yuruhan perguntava insistentemente sobre sua vida pessoal e que, no dia da agressão, ela foi ao banheiro acreditando que receberia uma tarefa de limpeza, mas foi surpreendida pelo juiz, que a teria segurado pela cabeça e começado a beijá-la.

O julgamento ocorre em meio a outras controvérsias envolvendo Yuruhan, que, segundo relatos, já denunciou o ministro César Garay ao Ministério Público. O Tribunal de Sentença do Chaco deverá decidir sobre a culpabilidade do magistrado, que responde ao processo em liberdade.