Em uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Nacional, a chamada Operação Omega desarticulou uma rede internacional de exploração sexual infantil que operava em ambiente digital e utilizava criptomoedas como meio de pagamento. A ação ocorreu na madrugada de 18 de maio de 2026, em Santa Rita, departamento de Alto Paraná, e resultou na prisão de um advogado, principal suspeito de comercializar e distribuir material de abuso sexual infantil (MASI).
A fiscal Ruth Karina Benítez, da Unidade Especializada em Delitos Informáticos e Lavagem de Ativos, coordenou o cumprimento do mandado de busca e apreensão, executado a partir das 6h30, com apoio do Departamento Especializado em Investigação do Cibercrime da Polícia Nacional e da Oficina Regional de Alto Paraná. Durante a diligência, foram apreendidos computadores, dispositivos de armazenamento digital, telefones celulares, cartões SIM e documentos de interesse para a investigação.
O oficial inspetor Guido Roa, porta-voz do departamento de cibercrime, confirmou a detenção: “Temos uma pessoa detida, um advogado, que supostamente comercializava pornografia e abuso infantil em plataformas digitais”. Roa acrescentou que todo o material tecnológico passará por perícia forense para determinar se o esquema se limitava à comercialização ou se também havia produção local do conteúdo.
Segundo informações divulgadas no âmbito da Operação Omega, as organizações investigadas atuavam por meio de redes sociais, plataformas criptografadas e sistemas de armazenamento em nuvem, utilizando criptomoedas para ocultar a origem dos fundos. As autoridades não descartam a configuração de crimes como associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A Operação Omega é uma ação internacional coordenada entre órgãos especializados de nove países, voltada ao combate à exploração sexual infantil em ambientes digitais e delitos informáticos correlatos. O Ministério Público e a Polícia Nacional seguem com as diligências para esclarecer os fatos e determinar eventuais responsabilidades penais.