Retorno da Albirroja ao Mundial impulsiona economia e projeta Marca Paraguai

Após 16 anos de ausência, a classificação da Seleção Paraguaia para a Copa do Mundo de 2030, sob o comando de Gustavo Alfaro, gera expectativas econômicas e de projeção internacional. O Grupo D, com Estados Unidos, Turquia e Austrália, abre oportunidades para a Marca País, agroindústria, turismo e setores como vestuário e tecnologia, com destaque para a digitalização das Mipymes.

A volta da Seleção Paraguaia de Futebol à Copa do Mundo da FIFA, após 16 anos de ausência, desencadeou uma euforia coletiva que transcende o esporte. Sob a condução tática de Gustavo Alfaro, a classificação histórica posiciona a Albirroja como a plataforma de soft power mais potente da década para o Paraguai, abrindo oportunidades inéditas para a Marca País, exportações e comércio interno.

O sorteio definiu que o Paraguai integrará o Grupo D ao lado de Estados Unidos, Turquia e Austrália. A estreia em 12 de junho, em Los Angeles, contra os norte-americanos, projeta uma audiência televisiva estimada em centenas de milhões de pessoas. Para agências estatais de promoção e analistas econômicos, essa exposição é uma oportunidade ímpar para posicionar as vantagens competitivas do país como destino de investimentos, destacando a estabilidade macroeconômica e o clima favorável aos negócios.

“O Mundial 2030 não é só um torneio; é a plataforma definitiva para projetar o potencial corporativo do Paraguai para o mundo”, afirmou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. O torrente publicitário mundialista permitirá ao setor agroindustrial exibir globalmente a qualidade da carne paraguaia, da soja e de produtos com valor agregado respaldados pelo selo Marca País. O turismo receptivo também poderá captar o interesse de novos mercados com campanhas focadas na riqueza cultural, histórica e natural do país.

Internamente, a injeção econômica gerada pelo “Efeito Mundial” dinamiza diversos setores. A indústria têxtil e o varejo projetam forte expansão da demanda por camisetas oficiais, bandeiras e acessórios tricolores. Bares, restaurantes e plataformas de entrega estimam duplicar o faturamento durante os jogos, apoiados em transmissões em telões e promoções temáticas. Grandes marcas de consumo, especialmente dos setores cervejeiro e financeiro, lançam campanhas de fidelização associadas à Associação Paraguaia de Futebol (APF), premiando torcedores com viagens e artigos de coleção.

As micro, pequenas e médias empresas (Mipymes) tecnológicas paraguaias enfrentam uma oportunidade inédita no ecossistema digital. Com grande parte dos torcedores interagindo em plataformas móveis durante as partidas, surgem nichos rentáveis em áreas como aplicativos de interação, comércio eletrônico e serviços de entrega. Para capitalizar esse cenário, as empresas locais precisam iniciar processos de reconversão e modernização, com foco na digitalização, certificações internacionais e capacitação em idiomas, tecnologia e atendimento ao cliente.