Um ano após morte de Elías Giménez, associação TEA PY cobra urgência no entendimento do autismo

A associação de pais e tutores de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA PY) relembra, um ano após a morte de Elías Giménez, a necessidade de protocolos específicos para pessoas com autismo e critica a burocracia que atrasou o resgate.

Há exatamente um ano, em 20 de maio de 2025, o desaparecimento de Elías Giménez, um jovem de 20 anos com autismo, mobilizou a comunidade paraguaia. Sua última imagem foi captada por câmeras de vigilância na noite anterior, quando ele saiu de casa em Mariano Roque Alonso e entrou em um automóvel que operava para a plataforma Bolt. Uma semana depois, seu corpo foi encontrado sem vida sob o Puente Héroes do Chaco, vítima de afogamento.

A mãe, Marta Riveros, enfrentou uma longa batalha contra a burocracia durante a busca. Em carta aberta, ela desabafou: “Sonhava em abraçá-lo mais uma vez, em ouvir sua risada, em que me contasse como foi o dia. Mas um protocolo fiscal, feito para casos gerais e não para pessoas com deficiência, me roubou essa oportunidade”.

Nesta semana, a associação TEA PY divulgou uma cronologia dos fatos e afirmou que o caso poderia ter tido outro desfecho se os órgãos competentes tivessem compreendido a condição de Elías e agido com rapidez. “Entender o autismo não é opcional, é urgente; porque a empatia também salva vidas”, declarou a entidade em comunicado.

A associação destaca que pessoas autistas não compreendem o perigo nem dimensionam certas situações, tornando-se mais vulneráveis. “Cada data reflete não apenas fatos, mas também a desesperança de uma família que nunca deixou de buscar e a força de uma mãe que percorreu todos os caminhos possíveis”, acrescentou.