O ex-senador colorado Erico Galeano Segovia, condenado a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico e associação criminosa, foi preso preventivamente na terça-feira (19) no Centro Nacional de Prevenidos, antiga Penitenciária de Tacumbú. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Sentença Especializado em Crime Organizado, composto pelos juízes Pablino Barreto (presidente), Inés Galarza e Juan Dávalos, que atenderam ao pedido dos fiscais Deny Yoon Pak e Silvio Corbeta Dinamarca.
A prisão ocorre enquanto a Sala Penal da Corte Suprema de Justiça (CSJ) analisa o recurso extraordinário de cassação contra a sentença, que já havia sido confirmada pela Câmara de Apelação. Na quarta-feira (20), a defesa de Galeano, liderada pelos advogados Luis Almada e Ricardo Estigarribia, apresentou uma ação de inconstitucionalidade pedindo a anulação da condenação e de todas as resoluções que a confirmaram.
Durante a audiência de revisão de medidas, a defesa ofereceu uma fiança de aproximadamente 17 bilhões de guaranis, garantida por três imóveis, e pediu prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. O tribunal, no entanto, considerou que havia risco de fuga e revogou as medidas alternativas que Galeano vinha cumprindo desde o fim do ano passado. Esta é a primeira vez que o ex-parlamentar é preso desde a imputação, ocorrida em 19 de maio de 2023. Ele havia ficado em prisão domiciliar entre setembro e dezembro de 2023, e depois em liberdade ambulatorial.
Galeano foi condenado em 4 de março de 2026 no âmbito da operação A Ultranza, a maior investigação sobre narcotráfico e lavagem de ativos no Paraguai. A defesa também solicitou que, em caso de prisão, ele fosse encaminhado à Agrupación Especializada de la Policía Nacional ou ao penal de Viñas Cue, mas o tribunal determinou o Centro Nacional de Prevenidos.