O ex-senador Erico Galeano, condenado a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro do narcotráfico e associação criminosa, teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira (19) pelo Tribunal de Sentença, presidido pelo juiz Paublino Barreto e integrado pelos juízes Juan Dávalos e Inés Galarza. A medida atende ao pedido dos fiscais Silvio Corbeta e Deny Yoon Pak, que solicitaram a revogação do arresto domiciliário após a renúncia de Galeano ao cargo de senador.
Galeano, ex-dirigente esportivo e ex-parlamentar do Partido Colorado, renunciou ao mandato na semana passada, após a confirmação da condenação em segunda instância. A defesa, liderada pelos advogados Ricardo Estigarribia e Luis Almada, tentou evitar a prisão preventiva por meio de recursos e de um habeas corpus preventivo, que foi rejeitado pela Corte Suprema de Justiça. No julgamento do habeas corpus, os ministros Manuel Ramírez Candia, Carolina Llanes e Luis María Benítez Riera afirmaram que a eventual prisão não seria ilegal.
O caso estava travado no Tribunal de Apelações, que analisava um recurso da defesa contra a convocação da audiência de revisão de medidas cautelares. Na segunda-feira (18), o tribunal confirmou o rechace ao recurso, liberando o caminho para a audiência que resultou na prisão preventiva.
Durante o processo, Galeano classificou seu julgamento como “linchamento jurídico e político” e negou qualquer vínculo com o narcotráfico. “Não se demonstrou categoricamente minha vinculação com dinheiro do narcotráfico ou que eu dava cobertura a essas pessoas com meus aviões”, declarou. A sentença, que também envolve conexões com os narcotraficantes Sebastián Marset e Tío Rico, já transitou em julgado em segunda instância.
O presidente Santiago Peña evitou comentar o caso, afirmando que “já se debateu demais o tema”.