Estados Unidos suspende entrada de viajeros de três países africanos por surto de ebola

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA emitiram ordem federal que restringe por 30 dias a entrada de estrangeiros que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul, devido ao surto da cepa Bundibugyo do ebola, que já causou cerca de 80 mortes.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira (18), uma ordem federal que suspende por 30 dias a entrada de certos viajantes estrangeiros, com o objetivo de conter o risco de propagação do vírus ebola. A medida, coordenada com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, restringe o ingresso de qualquer cidadão não americano que tenha partido ou estado presente na República Democrática do Congo (RDC), Uganda ou Sudão do Sul nos 21 dias anteriores à chegada, independentemente do país de origem.

A decisão baseia-se no surgimento de um novo surto da cepa Bundibugyo no leste da RDC, que já levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma emergência de saúde pública. Estima-se que o surto tenha causado cerca de 80 mortes nas últimas semanas. As autoridades sanitárias norte-americanas destacaram que o período de incubação do vírus, de até 21 dias, permite que pessoas infectadas viajem internacionalmente sem apresentar sintomas, driblando os controles de aeroportos.

A ordem aplica-se especificamente a estrangeiros com status temporários ou condições de inadmissibilidade geral, mas não atinge cidadãos americanos, residentes permanentes (portadores de Green Card), membros das forças armadas, funcionários do governo no exterior, nem seus cônjuges e filhos. Apesar da rigidez da medida, os CDC enfatizaram que o risco imediato para a população dos EUA permanece baixo.

Durante os 30 dias de vigência, o governo americano se dedicará a avaliar os riscos para a saúde pública global e a colaborar com países africanos para fortalecer a vigilância epidemiológica, ampliar a capacidade de diagnóstico, realizar rastreamento de contatos e consolidar estratégias de mitigação nas regiões afetadas.