Ex-fiscal Ana Girala condenada a 7 anos por liderar esquema de extorsão em San Lorenzo

A ex-fiscal Ana Girala foi condenada a sete anos de prisão por liderar um esquema de extorsão e corrupção na Unidade Fiscal de San Lorenzo, junto com outras funcionárias e advogados cúmplices.

Ex-fiscal Ana Girala condenada a 7 anos por liderar esquema de extorsão em San Lorenzo
Ilustração gerada por IA.

A ex-fiscal Ana Elizabeth Girala López foi condenada a sete anos e três meses de prisão por liderar um esquema de extorsão e corrupção na Unidade Fiscal de San Lorenzo. O Tribunal de Sentença, composto pelas juízas Yolanda Morel, Karina Cáceres e Ana Rodríguez, considerou provados os crimes de prevaricação, coheito passivo, coheito passivo agravado (propina), extorsão consumada e extorsão tentada.

Também foram condenadas a ex-secretária fiscal Griselda Beatriz Acha Alcaraz, a seis anos e seis meses de prisão, e a ex-assistente Christi Magalí Ortega Domínguez, a quatro anos. Os advogados Liz Elena Martínez Robles e Marcos Aurelio Velazco Mendoza receberam penas de três anos e seis meses e dois anos e seis meses, respectivamente, por sua colaboração no esquema. Nélida Vicenta Alcaraz Bogarín foi absolvida por falta de provas.

O tribunal determinou que Girala utilizou sua posição para obter benefícios econômicos, dirigindo operacionalmente suas funcionárias e direcionando casos para advogados de confiança. As investigações revelaram que o grupo negociava imputações, sobresselimentos e outras ações processuais em troca de dinheiro, com valores que variavam entre 2 e 25 milhões de guaranis. Em um caso, chegaram a solicitar cestas de Natal como forma de propina.

O caso veio à tona após a denúncia de Alcides Hermosilla, pai de um homem detido. Ele relatou que foi abordado pela então secretária Griselda Acha e pela advogada Liz Martínez, que exigiram 25 milhões de guaranis para garantir a liberdade de seu filho. "Eu estava desesperado, não tinha mais de onde sacar o dinheiro que me pediam. Eu lhes tinha medo", declarou Hermosilla, que, incentivado por sua defensora, concordou em gravar o encontro, resultando na intervenção policial.

As medidas cautelares alternativas à prisão para os condenados foram mantidas até que a sentença de primeiro grau transite em julgado. A leitura integral dos fundamentos da decisão está prevista para a próxima semana.

Fontes (4)

Atualizado: 8 de jul. de 2026, 07:30