Delia Patricia Samudio, ex-presidente da estatal Petróleos Paraguayos (Petropar) durante o governo de Mario Abdo Benítez, foi enviada ao Complexo Penitenciário para Mulheres de Emboscada para cumprir pena de quatro anos de prisão. Seu marido, José Costa Perdomo, condenado a três anos e nove meses, foi remetido à penitenciária masculina de Emboscada.
A decisão foi tomada por um tribunal de sentença, que rejeitou um recurso de reposição da defesa e atendeu ao pedido do fiscal Silvio Corbeta. O tribunal considerou que as condenações já estão firmes, apesar de alegações da defesa sobre recursos pendentes na Corte Suprema de Justiça.
Ambos foram condenados por lesão de confiança no caso conhecido como "Água Tônica". O esquema, montado durante a pandemia de COVID-19, desviou 359,7 milhões de guaranis da Petropar por meio de irregularidades em uma licitação para compra de água tônica e outros insumos. O dinheiro foi usado para pagar uma dívida de Costa Perdomo.
O Ministério Público havia solicitado a prisão preventiva do casal, argumentando que suas ações processuais eram meramente dilatórias e representavam risco de fuga, pedindo a revogação das medidas alternativas à prisão que estavam em vigor.
