Rocío Ojeda, funcionária permanente do Congresso Nacional, denunciou que foi desligada de forma irregular no mês passado, sem receber qualquer comunicação oficial sobre os motivos da demissão. Ela alega que, por ter mais de dois anos e meio de serviço, goza de estabilidade laboral e que sua saída deveria ter sido precedida de um processo administrativo disciplinar.
Ojeda ingressou no Legislativo em julho de 2023 como assistente do então senador Javier “Chaqueñito” Vera, depois atuou como chefe de gabinete e, por fim, diretora da Comissão de Proteção Animal. Em abril, após a posse da senadora Guadalupe Aveiro, ela foi afastada do cargo diretivo — o que não contestou por ser um posto de confiança. Na mesma ocasião, porém, foi informada de sua demissão definitiva.
“Não me dizem qual é o motivo e não me permitem acessar o documento. O que a lei exige é um processo administrativo para me desligar”, afirmou. Ela disse que apresentou pedidos de reconsideração e medidas urgentes devido à sua condição de saúde — esclerose múltipla —, mas não obteve resposta. “Não me deixam ver o processo, absolutamente nada”, lamentou.
A funcionária já ingressou com uma ação no foro contencioso-administrativo e continua cumprindo jornada das 7h às 13h enquanto decorre o aviso prévio, que vence em 30 de maio. Nesta segunda-feira, foi chamada pelo setor de Recursos Humanos, onde ouviu que haveria uma ordem do presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, para reavaliar sua situação. “A gerente me disse para procurar um lugar onde ficar e que poderiam me transferir para a área de segurança, mas deveriam olhar meu histórico e ver minha função”, contou.
Ojeda questionou a falta de definição clara sobre seu futuro. “Dizem para eu ver um lugar ou, senão, que poderiam me transferir para a segurança. Eles é que conhecem a estrutura e deveriam me dizer qual é minha função”, disse. Ela afirmou que já sofreu redução salarial e reiterou que nunca questionou a perda do cargo de diretora, por ser de confiança. “O que eu defendo é a minha posição como funcionária permanente da instituição.”
Há duas semanas, o presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, declarou desconhecer o caso. “Vamos ver esse caso”, afirmou, acrescentando que, se a funcionária foi nomeada, não pode ser destituída. A declaração foi feita antes de Ojeda relatar a alegada ordem de revisão vinda da mesma autoridade.