Governo paraguaio realoca mais de US$ 284 milhões no orçamento de 2026 para saúde e obras

O governo paraguaio realocou mais de US$ 284 milhões no orçamento de 2026, com aumentos direcionados principalmente para a saúde, obras públicas, instituições de ensino e outros órgãos estatais.

Governo paraguaio realoca mais de US$ 284 milhões no orçamento de 2026 para saúde e obras
Ilustração gerada por IA.

O governo paraguaio iniciou o mês de julho com uma série de modificações no Orçamento Geral da Nação (PGN) 2026 que totalizam mais de USD 284,8 milhões, equivalentes a cerca de G. 1,7 trilhão. Desse montante, 83% (USD 236,1 milhões) correspondem a aumentos orçamentários destinados a diversas entidades públicas.

Os decretos presidenciais aprovados na primeira semana do mês beneficiam instituições como a Secretaria Nacional de Administração de Bens Apreendidos e Comissionados (Senabico), que recebeu um adicional de G. 14 bilhões para serviços não pessoais e investimentos. O Ministério da Saúde foi um dos maiores beneficiados, com reprogramações e aumentos que somam mais de G. 561 bilhões para a compra de reagentes, medicamentos e insumos médicos.

A Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) obteve um incremento de G. 382,4 bilhões para a construção de obras públicas. Já a Presidência da República redirecionou mais de G. 4 bilhões para o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt), destinados a projetos de inovação tecnológica e empresarial financiados com empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Instituições de ensino também foram contempladas. A Universidade Nacional de Assunção e a Universidade Nacional de Caaguazú receberam recursos para custear internet, viagens, manutenção de prédios e combustíveis. O Instituto Nacional do Audiovisual Paraguayo e o Instituto Nacional de Educação Superior obtiveram verbas para programas de incentivo ao cinema e reparos em infraestrutura.

Outros órgãos que receberam aumentos incluem o Conselho Nacional de Educação Superior (Cones), o Ministério de Obras Públicas e Comunicações, o Ministério da Criança e Adolescência, o Banco Nacional de Fomento (BNF) e o Instituto Nacional de Estatística (INE). Os recursos se destinam a pagamento de salários, amortização de dívida, combustíveis, alimentação e projetos sociais.

Essas mudanças ocorrem após o decreto 6120, de maio, que estabeleceu medidas de otimização e priorização de gastos para reforçar a sustentabilidade financeira do Estado.

Fontes (1)

Atualizado: 8 de jul. de 2026, 07:30