Sindicato dos trabalhadores da ANDE (Sitrande) suspendeu protesto após a Câmara dos Deputados do Paraguai adiar votação do projeto que cria o Ministério de Energia, Minas e Hidrocarbonetos e anunciar uma ampla mesa de diálogo com participação da estatal, governo e parlamentares.
ANDE
A ANDE é a estatal paraguaia de energia elétrica. Ela opera grande parte da rede elétrica e é central nos debates sobre tarifas, investimentos e uso da energia hidrelétrica do Paraguai.
O sindicato dos trabalhadores da ANDE acusa o governo paraguaio de ocultar uma oferta da empresa Imperium para comprar energia a US$ 70 por MW, valor mais que o dobro do negociado com a empresa Atome.
Especialistas e empresários alertam que a ANDE precisa de reajuste tarifário urgente e abertura ao capital privado para evitar um colapso energético, com o excedente das hidrelétricas se esgotando em três a cinco anos.
A União de Engenheiros da ANDE propôs um limite de 700 MW para criptomineração e data centers e a criação de uma tarifa industrial separada, com alocação por leilão a partir de 2028.
Organizações sociais e campesinas realizam protestos nesta quinta-feira em frente à ANDE contra os cortes de energia, tarifas altas e benefícios a grandes consumidores, exigindo a suspensão dos cortes para famílias vulneráveis e a ampliação da tarifa social.
A ANDE suspendeu a licitação para sua primeira usina solar própria, de 15 MW no Chaco, após um protesto formal da empresa Récord Electric SAECA contra o edital.
O governo paraguaio realocou mais de US$ 284 milhões no orçamento de 2026, com aumentos direcionados principalmente para a saúde, obras públicas, instituições de ensino e outros órgãos estatais.
O departamento de Alto Paraguai corre o risco de ser apenas espectador do Corredor Bioceânico devido à falta de infraestrutura básica, como estradas transitáveis, água potável e energia elétrica, enquanto Boquerón concentra investimentos privados na região.