Governo Peña sob suspeita: denúncias de campanha suja e proteção a aliados

O presidente Santiago Peña é acusado de negar vínculos com um comunicador digital que recebeu credencial oficial, enquanto crescem as denúncias de uma campanha de difamação contra críticos do governo. O titular do Mitic é pressionado a renunciar por supostamente ocultar dados, e o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, enfrenta acusações de corrupção vindas dos Estados Unidos.

O presidente Santiago Peña enfrenta novas acusações de ter mentido sobre sua relação com um colaborador do governo. No sábado, em San Lorenzo, Peña negou conhecer Jimmy Villaverde, mas a Presidência concedeu a ele um crachá da Direção Geral de Informação Presidencial em julho de 2025 como comunicador digital. Villaverde não é um simples militante do cartismo, como Peña tenta fazer crer, mas sim um colaborador próximo do governo.

Indícios apontam para a origem de uma suposta campanha suja contra meios de comunicação, jornalistas e políticos críticos ao governo cartista. Todos os caminhos levariam ao “senhor dos helicópteros”, figura não identificada. A suspeita é que recursos públicos possam ter sido usados para financiar essa campanha, mas isso ainda não foi confirmado.

O titular do Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação (Mitic), Villate, é pressionado a renunciar por supostamente ocultar dados e tentar enganar a população. No entanto, ele não deve deixar o cargo por se sentir impune.

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, é alvo de uma denúncia grave vinda dos Estados Unidos. Um influente meio de comunicação de Nova York o acusa de ter se apropriado de valores recuperados de um escândalo de corrupção. A denúncia surge a poucos dias do Mundial, e Domínguez não pode mais atribuí-la a uma “jogada” de um meio paraguaio.

Quase todos os partidos e movimentos que concorrerão nas internas municipais de 7 de junho, exceto o cartismo, alertam que as máquinas de votação da empresa contratada não oferecem garantias. O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) defende a empresa, que foi desclassificada na primeira licitação, o que levanta suspeitas.