O Instituto de Previsión Social (IPS) começou a reduzir seu estoque de medicamentos e insumos. Até o momento, 817 itens foram retirados da lista oficial, mas novas exclusões devem ocorrer nos próximos dias, conforme anunciou o presidente da instituição, Isaías Fretes, em entrevista coletiva.
Fretes explicou que a revisão do vade-mécum institucional eliminou 817 de aproximadamente 1.000 produtos considerados desnecessários — muitos deles sem uso em cirurgias ou obsoletos. “A medicina é dinâmica; com o tempo surgem outros medicamentos, outros insumos”, afirmou. O dirigente acrescentou que a lista final, com cerca de 4 mil itens, será consolidada na próxima quarta-feira e submetida ao Conselho para oficialização.
A medida, segundo Fretes, gerará economia milionária para o IPS, que enfrenta um déficit estimado entre US$ 20 e US$ 26 milhões. Ele também mencionou “focos de corrupção” dentro da instituição e classificou a alteração do vade-mécum como uma forma de atingir o “coração da corrupção”.
O auditor-geral do Poder Executivo, Alberto Cabrera, informou que uma equipe de auditores acompanhará o controle de estoque, desde o Parque Sanitário até a distribuição nacional, verificando conformidade com licitações e contratos. Cabrera também adiantou que será realizada auditoria nos imóveis do IPS — mais de 800 propriedades — para avaliar titularidade, custos de manutenção e receitas de aluguéis.