O Lago Itaipú, formado pela represa da Itaipú Binacional, vem se consolidando como um dos principais atrativos naturais e turísticos da fronteira entre Paraguai e Brasil. Com 1.350 km² de superfície e cerca de 170 km de extensão, o reservatório não apenas gera energia hidrelétrica, mas também abriga potencial para turismo sustentável, navegação e atividades recreativas.
Atualmente, instituições públicas, empresários e organizações do setor trabalham junto a municípios vizinhos do lado brasileiro para ampliar o aproveitamento turístico do lago. Recentemente, uma série de oficinas regionais foi concluída, reunindo representantes dos 16 municípios lindeiros ao reservatório. O objetivo é consolidar um corredor turístico em torno do espelho d'água, com mesas de diálogo entre autoridades locais, empresários, pescadores, comerciantes e moradores interessados em fortalecer o turismo náutico, a pesca esportiva e as atividades recreativas.
“A ideia não é somente realizar um diagnóstico técnico. Queremos ouvir as comunidades, compreender suas necessidades e saber como as autoridades locais imaginam o futuro do turismo em seus territórios”, afirmou Silvana Gomes, gerente de Turismo Sustentável da Itaipú no lado brasileiro.
O primeiro encontro regional ocorreu em Santa Terezinha de Itaipú (Brasil) e contou com representantes de Foz de Yguazú, San Miguel de Yguazú, Medianeira e Itaipulandia. A proposta integra um projeto mais amplo para posicionar o Lago Itaipú como um dos principais destinos de turismo aquático e sustentável da região.
Do lado brasileiro, já operam sete praias artificiais desenvolvidas por municípios ribeirinhos, como Itaipulândia, Santa Helena, Missal, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Marechal Cândido Rondon. Em contraste, no lado paraguaio existe atualmente apenas uma praia artificial oficialmente habilitada: a Praia Tacurú Pucú, em Hernandarias. Inaugurada em 2018 com apoio da Itaipú Binacional e da prefeitura local, a praia conta com ciclovia, trilhas, áreas verdes, quiosques, estacionamento e espaços esportivos, além de piscinas e setores culturais. Durante o verão, atrai milhares de visitantes de todo o país.
O lago tem profundidade média de 22 metros, podendo chegar a 170 metros em alguns pontos, e se estende desde Hernandarias e Foz de Yguazú até o norte de Canindeyú e o estado do Paraná. Além da geração de energia, é usado para pesca, navegação recreativa, esportes aquáticos e projetos de conservação ambiental. Para autoridades e setores turísticos, o desafio agora é transformar esse potencial natural em fonte de desenvolvimento econômico e social para as comunidades ribeirinhas.