A Entidade Binacional Itaipú comemora nesta segunda-feira (17) 52 anos de sua constituição formal, ocorrida em 17 de maio de 1974, no Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu, Brasil. Na ocasião, foram instalados os primeiros conselhos de administração e diretoria executiva, com composição paritária entre Paraguai e Brasil, dando início à administração da futura usina.
As obras civis avançaram rapidamente: a maquinaria pesada chegou ainda no segundo semestre de 1974, e em janeiro de 1975 começaram as escavações e fundações de concreto. A usina entrou em operação comercial em 1984, fornecendo energia para impulsionar o desenvolvimento industrial e residencial dos dois países.
Atualmente, Itaipú responde por aproximadamente 90% da demanda elétrica do Paraguai, administrada pela Administração Nacional de Electricidade (ANDE), e cerca de 7% do consumo brasileiro. Em 42 anos de geração, dos 3.143.581.000 MWh produzidos, o Sistema Interconectado Nacional (SIN) aproveitou apenas 10% – os 90% restantes foram destinados ao Brasil. Do total de 1.571.790.500 MWh correspondentes ao Paraguai, o país utilizou somente 20%, cedendo o restante ao Brasil por uma compensação média de US$ 4,5 por 1.000 kWh.
A usina detém o recorde mundial de geração anual, com 103.098.366 MWh em 2016, e recebeu em 1º de novembro de 2024 o certificado Guinness World Records de “maior produção acumulada de energia hidrelétrica”, após ultrapassar 3.038 milhões de MWh desde maio de 1984.
O primeiro Conselho de Administração teve, pelo lado paraguaio, Alberto Nogués, Ezequiel González Alsina, Mario Coscia Tavarozzi, Andrés Gómez, Milciades Ramos Giménez e Rogelio Cadogan. Pelo Brasil, assumiram Espedito de Freitas Resende, Mario Penna Bhering, Amyr Borges Fortes, Lucas Nogueira Garcez, Hélio Marcos Pena Beltrão e Mauro Moreira. O primeiro Diretorio Executivo foi liderado por José Costa Cavalcanti e pelo engenheiro paraguaio Enzo Debernardi.
Em paralelo à geração, a entidade mantém programas de conservação da biodiversidade na região. A celebração ocorre em meio a negociações consideradas pouco transparentes sobre o Anexo C do tratado constitutivo da usina.