O senador Derlis Maidana (Partido Colorado) defendeu a credibilidade do sistema eleitoral paraguaio e pediu que a classe política atue com responsabilidade, apoiando o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) diante dos questionamentos sobre o uso de máquinas de votação nas internas partidárias.
As declarações ocorrem após a senadora Lilian Samaniego (PLRA) divulgar um vídeo expressando desconfiança no sistema e exigindo auditorias, posição também adotada por setores da oposição.
“A classe política precisa ser responsável e respaldar as instituições. O TSJE, que supervisiona as internas partidárias, é uma instituição com bastante credibilidade”, afirmou Maidana, lembrando que denúncias anteriores de supostas fraudes eleitorais se mostraram “absolutamente infundadas”.
O senador destacou que a maior auditoria é a coincidência entre a quantidade de boletins nos envelopes e o resultado impresso pelas urnas eletrônicas. “Todo processo que traga transparência é magnífico, mas devemos dar o direito à Justiça Eleitoral e aos partidos de decidir com tranquilidade”, completou.
Questionado sobre a falta de auditorias previstas para fevereiro, Maidana reconheceu que o TSJE enfrentou problemas com a compra e aluguel das máquinas, mas considerou que ainda há tempo para concluir os controles técnicos. “Que se faça sem problema algum”, disse, rejeitando colocar dúvidas sobre o processo.
Maidana rechaçou que a situação atual represente uma fragilidade do sistema eleitoral paraguaio e citou episódios históricos de fraude em internas partidárias antes da implementação dos mecanismos atuais, como as internas coloradas de 1992, que, segundo ele, teriam sido marcadas por “fraude escandalosa” contra Luis María Argaña, e as internas do PLRA, onde, de acordo com Maidana, funcionários ligados a Efraín Alegre teriam votado cinco vezes. “Graças a Deus, os partidos superaram isso. No Partido Colorado isso já não acontece”, declarou.
O senador reiterou seu apoio à realização de todas as auditorias necessárias, mas enfatizou que o debate não deve se tornar um ataque ao sistema eleitoral.