O presidente do Congresso paraguaio, Basilio “Bachi” Núñez, anunciou que apresentará um projeto de reforma eleitoral para permitir que cada eleitor vote em até dois candidatos da mesma lista partidária, ampliando o atual sistema de listas fechadas desbloqueadas. A proposta será debatida primeiro na Junta de Governo do Partido Colorado.
Máquinas de votación
Dispositivos electrónicos utilizados para votar en Paraguay.
O Frente Guasú, coalizão de esquerda liderada pelo ex-presidente Fernando Lugo, voltou a afirmar que as máquinas de votação eletrônica representam uma ameaça direta à vontade popular e à democracia no Paraguai. O partido critica a Justiça Electoral por supostamente impedir auditorias independentes e exige transparência no processo eleitoral.
Movimentos internos do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) alertaram para irregularidades no uso das máquinas de votação nas eleições internas marcadas para 7 de junho, incluindo problemas na contratação, falta de auditoria técnica e ausência de fiscalização na preparação dos equipamentos. O senador Éver Villalba anunciou que o partido implementará um sistema de controle paralelo, com a participação dos próprios eleitores e um TREP próprio.
O deputado José Rodríguez (ANR, HC) afirmou confiar plenamente no Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) e negou que colorados dissidentes tenham sido impedidos de auditar as máquinas de votação, apesar de o próprio Tribunal Eleitoral Partidário (TEP) do Partido Colorado ter reconhecido o problema e solicitado medidas para sanar as dúvidas.
O senador Derlis Maidana (Partido Colorado) saiu em defesa do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) diante de questionamentos sobre a confiabilidade das máquinas de votação. Ele classificou como "absolutamente infundadas" as denúncias de fraude em eleições passadas, mas apoiou a realização de auditorias no sistema.
O presidente do Senado, Basilio 'Bachi' Núñez, rebateu críticas de dissidentes da ANR e do PLRA sobre a confiabilidade do sistema de votação eletrônica, classificando-as como tentativa de 'abrir o guarda-chuva' diante de uma possível derrota. Ele defendeu o TSJE e anunciou um projeto de lei para permitir que eleitores escolham até dois candidatos dentro de uma mesma lista (duplo desbloqueio).
O ministro do TSJE, Jorge Bogarín González, afirmou que há uma campanha de ódio e descrédito contra as máquinas de votação, que já foram usadas em eleições anteriores sem problemas. A oposição e dissidentes colorados pedem auditoria, mas o TSJE diz que já foi realizada.
O deputado Luis “Tiki” González Vaesken, do movimento colorado dissidente Añeteté, defendeu a necessidade de reforçar os sistemas de fiscalização nas mesas de votação para as próximas eleições, diante de dúvidas sobre a confiabilidade das máquinas de votação fornecidas pelo Consórcio Comitia-MSA, que já havia sido desclassificado em licitação anterior.
O presidente do Congresso paraguaio, Basilio "Bachi" Núñez, defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e abriu espaço para uma auditoria de títulos acadêmicos e bonificações de funcionários, em meio a críticas da oposição.
O diretor de Tecnologias da Informação e Comunicação do TSJE, Fausto von Streber, explicou em entrevista à ABC TV que as máquinas de votação são 'inhackeáveis' devido a mecanismos como chip RFID, jaula de Faraday e jammer, que impedem interferências externas.
Senador colorado Derlis Maidana pede que classe política apoie a Justiça Eleitoral e não instale desconfiança nas máquinas de votação para as internas partidárias.
O senador Derlis Maidana (Honor Colorado) pediu que a classe política respalde as instituições e minimizou o atraso na auditoria técnica das máquinas de votação, enquanto a senadora dissidente Lilian Samaniego (Causa Republicana) denuncia falhas no cronograma e falta de transparência.
O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral do Paraguai (TSJE) reconheceu que flexibilizou as regras de uma licitação para aluguel de máquinas de votação, após cancelar um primeiro chamado no qual o Consórcio Comitia MSA foi desclassificado por substituir a tela de um equipamento durante a prova técnica. A mudança permitiu que o consórcio, que havia sido desqualificado por suposta tentativa de fraude, vencesse o novo certame e fechasse um contrato de quase US$ 35 milhões para as próximas eleições internas e municipais.