O Regime Geral de cotizantes do Instituto de Previsión Social (IPS) apresentou um crescimento significativo entre abril de 2025 e abril de 2026, passando de 786.275 para 835.280 contribuintes. O aumento absoluto de 49.005 cotizantes representa uma expansão relativa de 6,2%, indicando maior incorporação de trabalhadores ao sistema formal de seguridade social.
A categoria de “cotizante general” continua sendo o principal componente do sistema, subindo de 584.935 para 626.322 contribuintes, um incremento de 41.387 trabalhadores (7,1%). Esse segmento representa cerca de 75% do total de cotizantes em 2026 e foi o principal motor do crescimento agregado. O avanço reflete tanto a expansão do emprego formal assalariado quanto uma maior pressão institucional para regularização trabalhista.
Outra categoria relevante, “jornalero o a destajo”, cresceu de 114.543 para 118.898 cotizantes, um aumento de 4.355 (3,8%). Embora o avanço relativo tenha sido menor que a média geral, o volume absoluto mantém esse segmento como o segundo maior do sistema, evidenciando a elevada participação de modalidades laborais flexíveis e temporárias na estrutura ocupacional paraguaia.
O setor pecuário destacou-se com um crescimento de 13,5% na categoria “ganadería”, que passou de 11.820 para 13.416 cotizantes, impulsionado pelo dinamismo das exportações e da atividade produtiva. Já o regime “TP-EMPRESA tiempo parcial” registrou expansão de 18,1%, subindo de 17.663 para 20.864 contribuintes, sugerindo maior uso de modalidades de trabalho parcial no setor empresarial.
Por outro lado, algumas categorias apresentaram retrocessos. “Ganadero tipo B” caiu 18,3% (de 5.374 para 4.389 cotizantes) e “ganadero tipo A” recuou 14,0% (de 3.589 para 3.087), possivelmente devido a reclamações internas ou mudanças nas modalidades de seguro. “Primer cocinero” sofreu uma contração de 77,2% (de 434 para 99 cotizantes), enquanto “cobrador y/o guarda” diminuiu 10,5%. Em contraste, “ayudante de cocina” cresceu 52,4% (de 250 para 381), embora partindo de uma base reduzida.
O segmento de “seguro doméstico” praticamente estagnou, passando de 9.438 para 9.415 cotizantes, uma variação negativa de 0,2%, evidenciando a dificuldade de formalização do trabalho doméstico remunerado, setor historicamente marcado pela informalidade.
Os dados indicam um avanço na quantidade de cotizantes do IPS, impulsionado principalmente pelo emprego assalariado geral e por atividades produtivas e empresariais. Contudo, a heterogeneidade entre categorias revela que o processo de formalização laboral ainda apresenta diferenças significativas entre setores econômicos e modalidades de trabalho.