MOPC garante preservação de árvores em obra da Plaza Uruguaya após protestos

O MOPC garantiu a preservação das árvores na obra de revitalização da Plaza Uruguaya em Assunção após protestos de moradores, afirmando que a remoção só ocorrerá se uma árvore representar perigo iminente.

MOPC stellt nach Protesten Erhalt der Bäume bei Bauarbeiten am Plaza Uruguaya sicher
Ilustração gerada por IA.

O Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) realizou uma coletiva de imprensa na Plaza Uruguaya, em Assunção, para esclarecer os rumores sobre a possível derrubada de árvores durante as obras de revitalização. A convocação ocorreu após moradores da região protestarem contra a informação de que 37 árvores seriam removidas.

O vice-ministro de Obras, Hugo Arce, explicou que o contratista, o Consórcio Palma, realizou um inventário florestal e uma análise fitossanitária de todas as árvores na área, conforme exigido no contrato. "A ideia é não tocar em nenhuma árvore, salvo que essa situação já seja um perigo iminente para a cidadania", afirmou Arce, acrescentando que o relatório técnico, que detalha o estado de cada espécime, está sendo avaliado pelo MOPC e pela Municipalidade de Assunção.

A diretora de Obras Públicas do MOPC, Verónica Martínez, reiterou que a orientação é preservar as árvores "sempre que possível". Ela afirmou que as obras fazem parte do projeto de Resiliência Urbana, que visa a valorização e melhoria de espaços públicos. Martínez também mencionou que estão sendo realizadas audiências com os moradores para socializar o projeto.

Durante a coletiva, a moradora Lourdes Gallardo interrompeu para expressar sua oposição, questionando o destino dos espaços verdes e a falta de ambientalistas presentes para explicar o estado das árvores. Outro vizinho, Silvio Vázquez, reclamou da falta de informação e afirmou que as obras estiveram paradas por um mês, retomando apenas após uma mobilização popular.

Os moradores demonstraram forte rejeição a elementos usados na recente reforma da Plaza O'Leary, como os assentos de concreto. Em entrevista, a cidadã Sonia Patiño, que integra um grupo de frequentadores do local, criticou a falta de transparência sobre o uso do financiamento, que vem de um empréstimo do Banco Mundial, e pediu melhorias como um espaço para cães e a atenção à área infantil.

Fontes (2)

Atualizado: 15 de jul. de 2026, 08:14