MP pede prisão para ex-senador argentino por contrabando de divisas no Paraguai

O Ministério Público do Paraguai pediu pena de dois anos e dois meses de prisão para o ex-senador argentino Edgardo Kueider e sua secretária por tentativa de contrabando de divisas, após serem detidos em dezembro de 2024 com mais de 200 mil dólares não declarados, enquanto a defesa solicitou a absolvição e o julgamento continua para deliberação da sentença.

MP pede prisão para ex-senador argentino por contrabando de divisas no Paraguai
Ilustração gerada por IA.

O Ministério Público do Paraguai solicitou uma pena de dois anos e dois meses de prisão para o ex-senador argentino Edgardo Darío Kueider e sua secretária, Iara Magdalena Guinsel. O pedido foi feito pelo fiscal Ysrael Villalba durante os alegatos finais do julgamento oral, realizado nesta segunda-feira perante o Tribunal de Sentença especializado.

Os acusados respondem por tentativa de contrabando, após serem detidos em 4 de dezembro de 2024 ao ingressar no país pelo Puente de la Amistad, em Ciudad del Este. De acordo com a acusação, eles estavam em uma caminhonete Chevrolet Blazer e não declararam à DNIT (Dirección Nacional de Ingresos Tributarios) o transporte de US$ 211.102, 646.000 pesos argentinos e 3.900.000 guarani, valores encontrados em uma bolsa dentro do veículo.

O fiscal argumentou que a conduta configura tentativa de contrabando, pois a legislação exige a declaração de valores superiores a US$ 10.000, considerando o dinheiro como mercadoria. Villalba sustentou que as provas apresentadas demonstram que Kueider e Guinsel agiram como coautores do fato.

Em contrapartida, a defesa, exercida pelos advogados Marcelo Bogado e Carlos Arévalo Giret, pediu a absolvição dos dois. Eles alegaram que a acusação não conseguiu provar o objeto material do delito e que, no máximo, o caso configuraria um contrabando de menor quantia, o que isentaria os acusados de pena. O próprio ex-senador Kueider, ao se manifestar, afirmou que não cometeu qualquer ilícito no Paraguai ou na Argentina.

O julgamento, presidido pela juíza Elsa García e integrado pelos juízes Adriana Planás e Matías Garcete, terá continuidade no dia 13 de julho, quando a defesa e a acusação poderão apresentar réplica e tréplica. A expectativa é de que, em seguida, o tribunal se reúna para deliberar e proferir a sentença.

Fontes (4)

Atualizado: 7 de jul. de 2026, 08:34