Netanyahu convida Peña a se juntar aos Acordos de Isaac e apoiar saída da CPI

Em reunião em Nova York com Santiago Peña e os presidentes do Panamá e da Bolívia, Benjamin Netanyahu convidou os três a se juntar à iniciativa ou aliança estabelecida entre Israel e Argentina em abril de 2026 e apoiar a iniciativa dos Estados Unidos para que países deixem a CPI, que emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e Yoav Gallant por supostos crimes relacionados a Gaza.

Netanyahu convida Peña a se juntar aos Acordos de Isaac e apoiar saída da CPI

Benjamin Netanyahu convidou o presidente Santiago Peña a se juntar aos Acordos de Isaac e a apoiar uma iniciativa dos Estados Unidos para que países se retirem da Corte Penal Internacional (CPI). O convite foi feito em uma reunião em Nova York, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que também contou com os presidentes José Raúl Mulino, do Panamá, e Rodrigo Paz, da Bolívia. Não houve anúncio de que o Paraguai tenha aceitado a proposta ou iniciado procedimentos para deixar o tribunal.

O gabinete do primeiro-ministro israelense apresentou os Acordos de Isaac como um marco para ampliar a cooperação de Israel com países latino-americanos em áreas como economia, inovação e segurança. Netanyahu agradeceu aos três presidentes pelo apoio a Israel e os instou a aderir à iniciativa e à proposta de retirada da CPI. Também afirmou que considera os países do continente parceiros importantes contra grupos que, segundo ele, são liderados pelo Irã e atuam na região.

A iniciativa ou aliança dos Acordos de Isaac foi estabelecida entre Israel e Argentina em abril de 2026. Israel a apresenta como uma extensão dos Acordos de Abraham, promovidos em 2020 com apoio dos Estados Unidos. O comunicado israelense situou a reunião após o encontro de Netanyahu com Milei; as fontes disponíveis não detalham uma justificativa específica para a participação dos três presidentes.

O apelo para deixar a CPI ocorre enquanto Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant enfrentam mandados de prisão emitidos pelo tribunal. Segundo os relatos fornecidos, os mandados dizem respeito a supostos crimes relacionados a Gaza. O governo israelense rejeita as acusações e questiona a jurisdição da Corte.

Na Assembleia Geral, Netanyahu defendeu as posições de seu governo sobre Gaza e Irã, em meio à controvérsia internacional sobre as operações militares israelenses e suas consequências humanitárias. O gabinete do premiê disse que pedidos de reuniões de outros dirigentes não puderam ser atendidos por limitações de agenda e pela necessidade de retornar a Israel antes de Sucot, festividade judaica.

O Paraguai é parte do Estatuto de Roma, tratado que criou a CPI. Para se retirar, teria de notificar por escrito o secretário-geral das Nações Unidas; a saída só teria efeito 12 meses depois do recebimento da notificação. Durante esse intervalo, o país continuaria sujeito às obrigações do tratado. O artigo 127 estabelece ainda que a retirada não encerra a cooperação em investigações e processos já iniciados nem afasta a jurisdição do tribunal sobre fatos ocorridos enquanto o Estado era parte.

Em outra agenda em Nova York, Peña se reuniu com o general Francis L. Donovan, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos. A Presidência paraguaia informou que trataram de cooperação em defesa e segurança, do combate ao narcotráfico e a organizações criminosas transnacionais e da Coalizão das Américas contra os Cartéis.

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