Senadora Celeste Amarilla denuncia falta de confianza no sistema eleitoral e lista desbloqueada

A senadora liberal Celeste Amarilla criticou duramente a confiabilidade do sistema de votação eletrônica e o modelo de listas desbloqueadas, alertando para possíveis fraudes nas eleições internas e defendendo o retorno às listas fechadas.

Senadora Celeste Amarilla denuncia falta de confianza no sistema eleitoral e lista desbloqueada

A senadora Celeste Amarilla (PLRA) expressou forte desconfiança em relação ao sistema de votação eletrônica e ao uso de listas desbloqueadas no Paraguai, a apenas três semanas das eleições internas. Em declarações contundentes, ela afirmou: “Eu não confio. Vou me apresentar com Jesus na boca e que seja o que Deus quiser”.

A parlamentar criticou o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) e os líderes partidários, acusando as auditorias dos sistemas informáticos de carecerem de verdadeiro exercício democrático e de excluírem as minorias. Ela alertou para a possibilidade de fraudes orquestradas por meio de carga irregular de dados e violação da vontade popular nos locais de votação. “Sei que vão me enganar, enganar meu partido, nesta interna; vão carregar as urnas”, declarou.

A senadora também argumentou que o modelo de lista desbloqueada favorece apenas as estruturas com maior poder econômico, em detrimento do debate de ideias. Ela lamentou a degradação do parlamento atual em comparação com figuras tradicionais que acessavam o cargo pelo sistema fechado. “Nesta lista entra ‘Chaqueñito’ acima de Tito Saguier. Isso lhes parece? Entrou Yamy Nal e Tito Saguier não entrou”, questionou, defendendo o retorno às listas fechadas.

Por fim, Amarilla se distanciou da agenda de projetos considerados “de recheio” ou irrelevantes, que, segundo ela, minam a dignidade e a credibilidade do Legislativo diante de uma população que sofre com graves deficiências básicas. Ela exortou seus colegas a demonstrarem mais maturidade diante da crise institucional. “Hoje o país está caindo de corrupção: títulos falsos, medicamentos que não existem… o país não aguenta mais tanta pobreza e corrupção, e nós discutimos o Dia do Vori”, concluiu.