TSJE defende voto eletrônico e vê campanha para desacreditar sistema eleitoral

O presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Jorge Bogarín, afirmou que as críticas às máquinas de votação buscam desacreditar o sistema eleitoral paraguaio, a semanas das internas partidárias simultâneas de 7 de junho. Bogarín defendeu a transparência do mecanismo, implementado desde 2021, e atribuiu os questionamentos a uma intenção de enfraquecer o modelo estabelecido pela Lei 6318/2019. A senadora colorada Lilian Samaniego reiterou o pedido de auditoria das máquinas à ANR.

A menos de três semanas das internas partidárias simultâneas, marcadas para 7 de junho, o presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Jorge Bogarín, classificou os questionamentos às máquinas de votação como parte de uma campanha para desacreditar o sistema eleitoral. Em entrevista à ABC TV, Bogarín afirmou que as críticas não se limitam aos equipamentos, mas atingem a própria instituição responsável por organizar os pleitos.

Bogarín defendeu o uso do voto eletrônico, lembrando que o sistema foi empregado nas eleições municipais de 2021 e nas gerais de 2023, ambas consideradas satisfatórias pela Justiça Eleitoral. Segundo ele, a instituição dispõe das condições necessárias para garantir eleições transparentes. O ministro reconheceu o direito de cidadãos e atores políticos expressarem dúvidas, mas questionou os ataques dirigidos ao TSJE.

Para Bogarín, as suspeitas refletem uma intenção de debilitar o modelo eleitoral instituído pela Lei 6318/2019, que introduziu listas desbloqueadas, voto preferencial e as máquinas de votação. Ele ressaltou que eventuais mudanças no sistema devem ser debatidas no Congresso Nacional, já que a Justiça Eleitoral se limita a aplicar a legislação vigente. "Não somos fanáticos deste sistema", declarou, mas alertou que retornar ao esquema anterior representaria um retrocesso.

O presidente do TSJE admitiu que um dos principais desafios é a comunicação com a cidadania, pois muitos procedimentos técnicos e medidas de segurança não são suficientemente divulgados. "O que não se informa é como se não se fizesse", afirmou, anunciando mudanças na estratégia comunicacional do órgão para as próximas eleições internas. Paralelamente, a senadora colorada Lilian Samaniego reiterou o pedido de auditoria das máquinas de votação às autoridades da Associação Nacional Republicana (ANR), visando garantir igualdade e transparência no processo.