Justiça Eleitoral denuncia campanha de descrédito contra máquinas de votação no Paraguai

O ministro do TSJE, Jorge Bogarín González, afirmou que há uma campanha de ódio e descrédito contra as máquinas de votação, que já foram usadas em eleições anteriores sem problemas. A oposição e dissidentes colorados pedem auditoria, mas o TSJE diz que já foi realizada.

Justiça Eleitoral denuncia campanha de descrédito contra máquinas de votação no Paraguai
Justiça Eleitoral denuncia campanha de descrédito contra máquinas de votação no Paraguai

O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) do Paraguai denunciou uma campanha de descrédito e ódio contra as máquinas de votação, que estão prontas para serem usadas nas eleições internas de 2026. O ministro Jorge Bogarín González afirmou que a instituição está preparada para garantir eleições limpas e transparentes, mas que setores contrários ao sistema eletrônico estão promovendo ataques.

“Se instalou uma campanha e um descrédito, não apenas contra o sistema e a instituição, com uma linguagem muito forte, inclusive de ódio, estamos conscientes disso”, declarou Bogarín em entrevista à ABC TV. Ele lembrou que a tecnologia foi utilizada nas eleições de 2021 e 2023 sem incidentes.

Bogarín destacou que o direito de questionar existe, mas não autoriza difamação ou insultos. O TSJE responde com trabalho e está disposto a esclarecer dúvidas sobre a licitação e o funcionamento técnico das máquinas. Ele afirmou que o ataque visa o sistema instituído pela Lei 6318/2019, que estabelece listas abertas e voto eletrônico preferencial. Voltar às listas fechadas e cédulas de papel seria um grande retrocesso, segundo o ministro.

A oposição e a dissidência colorada pedem auditoria das máquinas. O TSJE sustenta que a auditoria já foi realizada, mas não se opõe a novas verificações.

Em outra frente, um tribunal de apelação rejeitou recurso da defesa do ex-senador Erico Galeano, condenado a 13 anos de prisão por lavagem de ativos e associação criminal no caso “A Ultranza PY”. A decisão unânime da Segunda Sala do Tribunal de Apelação Especializado em Delitos Econômicos, Anticorrupção e Crime Organizado libera a audiência de revisão de medidas cautelares, marcada para 19 de maio, na qual a prisão preventiva poderá ser decretada.

O Ministério da Criança e Adolescência (MINNA) resgatou 42 crianças e adolescentes indígenas em situação de rua em Ciudad del Este, em operação conjunta com o INDI, a CODENI local, fiscais e policiais. Três adolescentes estavam desacompanhados. Uma mulher indígena reincidente e seus sete filhos foram levados ao Centro Aberto Refúgio do MINNA. Os demais menores estão sendo retornados às suas comunidades nos departamentos de Guairá, Caazapá e Alto Paraná, após exames médicos.