O Paraguai aderiu ao Compromisso Regional de Santiago contra a Delinquência Organizada Transnacional, ampliando o alcance do acordo estratégico impulsionado pelo Chile e inicialmente firmado por Argentina, Bolívia, Equador e Peru. A incorporação foi formalizada em junho de 2026 pelo chanceler Rubén Ramírez Lezcano, durante a 56.ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos, realizada na Cidade do Panamá.
A assinatura ocorreu num contexto em que as delegações continentais debatiam os principais desafios em matéria de segurança internacional. A natureza transnacional dos crimes modernos exige abandonar esforços isolados e implementar ferramentas padronizadas capazes de seguir a rota do dinheiro das organizações criminosas.
Entre os eixos centrais do compromisso estão a coordenação operativa entre os Estados, com ênfase no fortalecimento dos controles fronteiriços, o intercâmbio de informação técnica e a cooperação em matéria de inteligência financeira para combater estruturas vinculadas ao crime organizado. O acordo também promove a integridade institucional e a transparência, mediante ações orientadas a prevenir a corrupção e fortalecer as capacidades dos organismos de segurança e controle dos países participantes.
O mecanismo prevê a criação de um Grupo de Trabalho regional encarregado de elaborar um Plano de Ação Conjunto para harmonizar estratégias e políticas públicas em matéria de segurança. O objetivo é estabelecer mecanismos comuns que melhorem a resposta regional frente a ameaças transnacionais. Além disso, as chancelarias e os ministérios responsáveis pela segurança dos países aderidos deverão reunir-se nos 180 dias posteriores à adoção do acordo para revisar os avanços e definir os próximos passos da agenda conjunta.
A adesão paraguaia foi celebrada pela Bolívia, que por meio de publicação nas redes sociais de sua chancelaria destacou a incorporação do país ao mecanismo regional. O governo boliviano afirmou que a contribuição do Paraguai fortalece a cooperação regional frente à delinquência organizada transnacional, com coordenação, unidade e respeito à soberania dos Estados.
