O Paraguai encerrou 2025 com 16 bancos, a mesma quantidade registrada em dezembro de 2013. O número havia chegado a 17 em 2020, mas recuou em uma instituição nos cinco anos seguintes, segundo a 38ª edição do Informe Trimestral Econômico Bancário Regional da Federação Latino-Americana de Bancos (FELABAN), divulgada em agosto de 2026.
O dado coloca o mercado paraguaio entre os menores da América Latina em número de instituições. Na América do Sul, o país fica à frente apenas da Bolívia, com 14 bancos, e do Uruguai, com dez. Também aparecem abaixo do Paraguai Honduras, com 15, e Costa Rica e El Salvador, com 13 cada. República Dominicana registra a mesma quantidade: 16 bancos.
A comparação regional mostra que a estabilidade paraguaia ocorreu em um cenário de consolidação. O total de bancos nos mercados latino-americanos incluídos na série caiu de 551 em 2013 para 533 em 2020 e 524 em 2025. No primeiro trimestre deste ano, o conjunto somava 526 instituições, ainda 25 abaixo do nível de 2013.
As trajetórias, porém, variaram entre os países. A Argentina passou de 82 bancos em 2013 para 73 em 2025; o Panamá, de 55 para 40; e o Chile, de 23 para 17. Já o México avançou de 47 para 51 instituições, a Colômbia subiu de 24 para 30 e o Peru, de 16 para 19.
O Brasil continuou liderando em quantidade de bancos, com 155 entidades no fim de 2025. O país tinha 157 em 2013 e chegou a 161 em 2020. Na sequência vieram Argentina, com 73, e México, com 51.
Para clientes e empresas, a quantidade de bancos é apenas uma medida do tamanho estrutural do mercado. O indicador não informa, sozinho, o grau de concorrência, a concentração de ativos, a cobertura de agências ou a oferta de serviços digitais. Ainda assim, a série evidencia que o sistema bancário paraguaio manteve praticamente inalterado o número de participantes por mais de uma década, enquanto outros mercados passaram por fusões, encerramentos ou expansão.
