As primeiras operações comerciais de exportação de carne do Paraguai para a União Europeia poderão ser concretizadas em junho, segundo estimativas do setor. Daniel Burt, gerente da Câmara Paraguaia de Carnes (CPC), informou que a nova etapa será iniciada com uma cota progressiva de 99 mil toneladas, a ser distribuída ao longo de um período de cinco anos a partir de 2026.
Em comunicado, o representante da entidade explicou que o primeiro ano corresponde a aproximadamente 20% do total autorizado, dividido entre carne fresca e congelada. No entanto, como o contingente entrou em vigor em 1º de maio, o volume disponível para 2026 foi recalculado para descontar os meses já transcorridos. Assim, a quantidade acessível neste período inicial reduz-se para cerca de 7 mil toneladas de cada tipo.
Burt destacou que o desafio logístico reside no fato de que o montante total de 99 mil toneladas deve ser compartilhado por todos os países do Mercosul. O esquema prevê um aumento gradual de 20% ao ano até atingir o teto máximo. Para as mercadorias enquadradas nesta nova cota, foi estabelecida uma tarifa intracota de 7,5%.
Além do novo contingente, mantém-se em operação a Cota Hilton, independente do esquema geral. Este segmento específico, composto por 11 mil toneladas, teve sua tarifa de importação reduzida de 20% para 0%, beneficiando diretamente os exportadores que atuam neste nicho de mercado.