O fluxo de investimentos estrangeiros no Paraguai continua sendo predominantemente de baixa escala, com projetos que variam entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões, de acordo com a análise do economista Jorge Garicoche. Os setores que mais atraem esses capitais são os de plásticos e têxteis, impulsionados pela busca de competitividade por meio da integração industrial, com forte presença de empresas do regime de maquila.
Garicoche, gerente da Unidade de Economia da Consultora Mentu, argumenta que o país possui condições normativas favoráveis, mas precisa avançar na oferta de maior previsibilidade para atrair investimentos de maior envergadura. Ele destacou a necessidade de regras claras e estáveis em infraestrutura, energia e políticas públicas, uma vez que as decisões de investimento costumam ter horizontes de planejamento de até 20 anos. "Independentemente de qual seja a política, o importante é que seja estável, crível e confiável", afirmou.
O principal desafio, segundo o economista, é consolidar um ambiente que permita atrair projetos entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões, os quais teriam um impacto mais significativo na produção, geração de empregos e crescimento das exportações. Garicoche também observou que os empresários brasileiros continuam enxergando o Paraguai como um parceiro estratégico para suas cadeias produtivas, um fluxo que deve se manter independentemente do cenário político no Brasil, por ser uma decisão empresarial focada em eficiência e redução de custos.
